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Remunerações em Portugal abaixo do nível de 2000

Os trabalhadores viram os salários voltar a crescer mas ainda muito lentamente

José Caria

Cortes no Estado e salários baixos no privado explicam queda. Retoma a partir de 2016

Portugal saiu da recessão em 2014, mas o crescimento do produto interno bruto (PIB) nestes três anos ainda não permitiu recuperar as remunerações dos trabalhadores. No ano passado, em termos reais (descontando a inflação), a remuneração média por trabalhador estava ainda quase 7% abaixo do que era em 2010, o ano imediatamente anterior à chegada da troika. Pior, era inferior ao ano 2000 e estava pouco acima do ano 1999. Isto apesar de 2016 ter sido já um ano de recuperação das remunerações com uma subida real de 0,4%. As séries das remunerações por trabalhador são publicadas pelo Banco de Portugal que as calcula através do rácio entre o total de remunerações na economia e o número de pessoas a trabalhar (ou o seu equivalente para trabalho a tempo inteiro).

Quando se olha para as remunerações no seu conjunto, e não para a média, o desempenho nestes anos de crise é ainda pior. Percebe-se facilmente porquê: houve uma redução do montante que cada empregado leva para casa e há, ao mesmo tempo, menos pessoas a trabalhar. Mesmo tendo havido uma redução da taxa de desemprego desde o pico atingido há quatro anos. E as diferenças são bastante visíveis. Enquanto a remuneração por trabalhador está 7% abaixo de 2010 em termos reais, as remunerações totais estão a perder cerca de 10%.

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