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Investimento imobiliário cai 36% 

tAté 30 de junho o investimento imobiliário ascendeu a €751 milhões

D.R.

Procura existe mas há pouca oferta de ativos de rendimento. Mercado do retalho foi o mais expressivo

O montante investido em ativos imobiliários de rendimento desceu 36% nos primeiros seis meses deste ano, enquanto o retalho foi o que mais contribuiu para os resultados alcançados no sector, atingindo os €400 milhões de euros. O mais recente relatório da consultora Worx sobre o sector do imobiliário comercial dá conta de que o investimento para rendimento registou assim um total de €751 milhões, uma queda a rondar um terço face ao mesmo período de 2016. Já o peso dos €400 milhões alcançados no sector do retalho deveu-se en grande parte às transações do Fórum Coimbra e Fórum Viseu no valor dos €220 milhões. Os dois centros comerciais, recorde-se, eram detidos pela Locaviseu — Sociedade de Gestão de Imóveis, SA, empresa gerida pela CBRE Global Investors e foram vendidos à joint venture criada pela Greenbay e Resilient, com sede na Mauritânia e na África do Sul, respetivamente.

Outra nota em destaque é a queda no sector da hotelaria, a mais acentuada de todo o mercado neste período, a rondar 87%. Ao longo deste semestre foi apenas transacionado um hotel, o Lux Park Hotel, no valor de €16 milhões.

Hotéis Tivoli ainda pesam nos resultados

Alexandra Gomes, departamento de Pesquisa e Consultoria da Worx, recorda que esta descida significativa se deve, em termos comparativos, à mediática operação registada no ano passado quando o grupo tailandês Minor International, um dos maiores grupos hoteleiros asiáticos, comprou o grupo Tivoli Hotels & Resorts em Portugal e Brasil, do grupo Espírito Santo, por €294 milhões.

Quanto ao segmento de escritórios, “as transações de maior peso somaram €244 milhões e dizem respeito às operações de venda de dois portefólios, à compra do edifício Entreposto no valor de €65,5 milhões, à compra do Edifício Central Office no valor de €29 milhões pela Merlin Properties e à compra do antigo edifício sede BNU por parte do Fundo da Segurança Social à CGD por €50 milhões.

Nas yields (taxas de rendimento), “continuamos a assistir a uma compressão, situando-se a prime yield do mercado de escritórios nos 5%, centros comerciais 5%, comércio de rua 4,75%, e indústria nos 7%”, salienta-se ainda no relatório. “Mas Portugal continua no radar dos investidores, principalmente dos americanos. Muitas operações que se iniciaram no primeiro semestre deverão ficar concluídas até ao final do ano, não se esperando grandes oscilações em relação ao ano passado”, conclui a responsável da Worx.