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Produção total da EDP cai 6% no primeiro semestre

Volumes hídricos 42% abaixo da média ajudam a explicar esta quebra, diz a eléctrica

Entre janeiro e junho, a EDP aumentou a sua capacidade instalada em 6,9%, mas viu a produção total cair 6% comparativamente ao primeiro semestre do ano passado, informou hoje a empresa liderada por António Mexia em comunicado enviado à CMVM com os "Dados Operacionais Previsionais - 1S17".

A elétrica explica a quebra na produção referindo "menores recursos hídricos na Ibéria", o que significa, no caso de Portugal, volumes hídricos 42% abaixo da média no primeiro semestre do ano, contra um registo 68% acima da média no mesmo período de 2016.

"A maior produção eólica resultante do aumento de capacidade e maior fator de utilização médio", também ajudam a explicar esta evolução num quadro em que " a produção hídrica e eólica representou 60% da produção total no primeiro semestre de 2017".

Já a subida de 6,9% na capacidade instalada da EDP, combina "707 MW de nova capacidade eólica (dos quais 628MW nos EUA)" e "nova capacidade hídrica em Portugal (991MW) fruto da entrada em operação das centrais de Venda Nova III e Foz Tua".

O comunicado refere, ainda, que o aumento da procura no segundo trimestre do ano, ditou um aumento de 0,7% na distribuição de eletricidade em Portugal e de 0,4% no conjunto da Península Ibérica. Já no gás, a distribuição na Península Ibérica aumentou 7%, "refletindo essencialmente um crescimento de 9% no gás distribuído em Espanha, fruto de um aumento dos volumes, tanto nos clientes industriais, no Norte de Espanha, como nos clientes residenciais, em resultado das baixas temperaturas durante o primeiro trimestre de 2017".