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Hotelaria. Cinco meses valem mil milhões de euros

Entre janeiro e maio, hóspedes e dormidas nos hotéis portugueses crescem 10,4%. Proveitos aumentam 19,4%. O rendimento por quarto em Lisboa aumentou para os 86,6 euros, mas todas as outras regiões ficam abaixo da média nacional

Nos primeiros cinco meses do ano, os proveitos totais registados na hotelaria nacional somaram 1,073 mil milhões de euros, o que representa um crescimento de 19,4% comparativamente ao mesmo período do ano passado. Os números da atividade turística, hoje divulgados pelo INE - Instituto Nacional de Estatística, mostram, também, subidas de 10,4% nos hóspedes (7,3 milhões) e nas dormidas (19,3 milhões).

As estatísticas traduzem, no entanto, um abrandamento em alguns dos principais indicadores do sector em maio, explicado pelo "efeito de calendário da Páscoa", que tinha afetado positivamente os resultados de abril: No último mês deste estudo, a estada média (2,73 noites) caiu 0,7%, o crescimento nas dormidas foi de 7,2% e o do número de hóspedes ficou nos 7,9%. Quanto aos proveitos totais, depois de crescerem 31,1% em abril, desaceleraram para os 19,5% em maio.

Na análise por mercados, também há alguns sinais de alerta nos resultados de maio. O Reino Unido, que representa 24,5% das dormidas de não residentes, teve um crescimento homólogo de 1,1%, o valor mais baixo desde maio de 2015. A Alemanha, com uma quota de 13,5% e a França (11,6%) caíram 0,1% em maio, apesar de somarem subidas de 7,8% e de 7,0%, respetivamente, desde o início do ano. A Holanda desceu 6,1% face ao mesmo mês de 2016 e cresceu 3,6% nos últimos cinco meses.

A acelerar estão a Polónia (mais 52,3%), o Brasil (40,3%) e os EUA (34,2%).

Nas dormidas totais, o desempenho do mercado externo, com um crescimento de 11,8% entre janeiro e maio, bateu o mercado interno (6,5%).

O efeito Papa

Por regiões, um dos destaques na subida das dormidas vai para o Centro (mais 20,3%), a beneficiar do efeito da visita do Papa que, de acordo com o INE, "terá contribuído para a evolução em alguns mercados externos como Espanha (mais 15,7%) e França (16,9%)".

A taxa líquida de ocupação - cama (55%) aumentou 3,3% em termos homólogos, um valor que compara com uma percentagem de 9,6% em abril.

O rendimento médio por quarto disponível foi de 52,6 euros, numa evolução de 20,9% face a maio de 2016, mas que fica aquém dos 32% de abril.

Neste indicador, a Área Metropolitana de Lisboa lidera, com 86,6 euros (71,1 euros em maio de 2016), enquanto as outras regiões ficam abaixo da média nacional (52,6 euros), apesar das subidas de 37,6% no centro (28,6 euros) e de 31,7% no Norte (31,7%). No Algarve, o rendimento médio por quarto ficou nos 45,5 euros e na Madeira atingiu os 51,9 euros.