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Altice não receia que reguladores chumbem compra da Media Capital

Luis Barra

Michel Combes, presidente executivo da Altice, espera que a Autoridade da Concorrência (AdC) e a Autoridade das Comunicações (Anacom) deem “em poucos meses” luz verde ao negócio da aquisição da Media Capital

João Ramos

João Ramos

Jornalista

O presidente executivo da Altice, Michel Combes, espera que as autoridades reguladoras portuguesas - AdC e Anacom - não levantem dificuldades à concretização do negócio da compra da Media Capital e que a luz verde possa "acontecer em poucos meses".

Michel Combes disse esta sexta-feira, em conferência de imprensa, que o grupo está "entusiasmado" com o negócio que envolveu o pagamento de 440 milhões à espanhola Prisa. E recusou-se a comentar as fortes críticas que o primeiro-ministro, António Costa, fez esta semana sobre a operadora.

"Não estamos aqui a fazer política, este é um forte projeto industrial para o país", afirmou o presidente da Altice, sublinhando que a empresa vai continuar a investir em Portugal. Deu como exemplo a intenção de cobrir o país a 100% com fibra ótica e que vai avançar em Portugal com um projeto piloto da 5G (quinta geração) móvel.

Fundada em 2001 pelo empresário Patrick Drahi, o grupo Altice entrou em Portugal com a compra da Cabovisão por 45 milhões de euros em 2011 e a Oni por cerca de 80 milhões de euros em 2012. Em junho de 2015, a multinacional, presente atualmente em 10 países, concluiu a compra da PT Portugal à Oi por 5,7 mil milhões de euros, dos quais 4,9 mil milhões foram recebidos pela Oi.

Na próxima quinta-feira está prevista uma greve dos trabalhadores da PT/MEO contra a transferência de trabalhadores para outras empresas do grupo Altice e parceiros. Paulo Neves, presidente da PT Portugal, desvalorizou o descontentamento dos trabalhadores, defendendo que não estão a ser feitos "despedimentos coletivos mas sim transferências de pessoas de áreas não core (principais) para empresas que prestam serviços à PT e outras empresas".

Michel Combes confirmou que o grupo tem planos para se lançar no sector financeiro e criar o Alticebank, um banco online que funcionará nos mercados onde o grupo tem operações de telecomunicações, incluindo Portugal.