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Perda da Sonangol no BCP está nos 365 milhões de euros

O relatório de 2016 da Sonangol regista uma perda potencial de 365 milhões. Mas, em 2017, o BCP já valorizou 32%

A participação de 14,8% da Sonangol no Millennium BCP representa uma perda potencial de 365 milhões de euros. O cálculo consta do último relatório e contas da petrolífera angolana, consultado pela Lusa.

O investimento da Sonangol no banco português começou há 10 anos. A petrolífera, presidida desde 2016 por Isabel dos Santos, acompanhou os sucessivos aumentos de capital e regista uma aplicação inicial de 516 milhões de euros.

No relatório de 2016, tendo em conta a cotação do final do ano (0,18 euros) a Sonangol regista uma perda potencial de 365 milhões. Mas, em 2017 o BCP valorizou 32%, atenuando as perdas dos acionistas históricos. Esta quinta-feira o BCP vale em bolsa 3,75 mil milhões de euros. Se optasse por se desfazer esta semana da posição, a Sonangol arrecadaria 555 milhões.

Caráter estratégico

Mas a companhia angolana reconhece o caráter estratégico da participação no BCP. No relatório de 2016 escreve que tal exposição ao BCP sempre teve "um cunho estratégico" por representar "um suporte relevante para a diversificação do investimento, em geografias como África e a Europa". Além disso, acentua "a natureza e vocação internacional da empresa", justifica a Sonangol.

O banco português mais eficiente

O relatório citado pela Lusa nota que "apesar da desvalorização prolongada em bolsa", o BCP tem "feito progressos na implementação do Plano de Reestruturação". Com isso, "tornou-se no banco mais eficiente em Portugal", apresentando "grandes sucessos na desalavancagem financeira".

Após a entrada em dezembro da chinesa Fosun (16,7%) o grupo Sonangol ficou como segundo maior acionista (14,87%) do BCP, a larga distância do terceiro , a EDP (2,15%).

Na altura, Isabel dos Santos confirmou que a petrolífera manifestara interesse em reforçar a posição, mas o aumento de capital destinou-se em exclusivo à Fosun.

No BPI, Isabel dos Santos lucrara 80 milhões de euros com a venda ao CaixaBank.