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Montevideu House: 68 quartos de luxo na Foz

O palacete que pertencia à família Moreira acolherá um hotel de luxo com 12 quartos na primeira linha de mar. Um novo edifício completa o projeto hoteleiro da Citylodge

A família de Rui Moreira vendeu, a Câmara do Porto aprovou o projeto e, cinco meses depois da transação, as máquinas avançam no lote da casa apalaçada (Montevideu House) na primeira linha de mar, na Foz, rumo a um projeto hoteleiro de luxo com 68 quartos -12 ficam no palacete.

No dossiê de venda, o gabinete de Sebastião Moreira, um dos oito irmãos que partilhavam a propriedade, incluíra uma memória descritiva e referências arquitetónicas para transformar a designada Montevideu House num hotel com dois polos, - o palacete adaptado (1680 m2) e um edifício de raiz, voltado para a rua de Gondarém (3500 m2).

A versão final da Citylodge, a sociedade hoteleira que negociou com a família Moreira, acolhe uma área de construção superior (6874 m2), distribuída pela casa remodelada, antiga garagem e pelo novo bloco de seis pisos que terá no último um terraço panorâmico. O piso principal do palacete acolherá restaurante, receção, bar e salão. Os 12 quartos, com vista de mar, ficam todos no piso superior.

A Citylodge, uma sociedade de investimentos e gestão hoteleira detida pelo empresário Paulo Garcia da Costa é dona do Hotel Teatro, na Baixa do Porto. Contactada pelo Expresso, a sociedade ignorou sistematicamente os pedidos de informação.

Articular os dois polos do hotel

De acordo com a memória descritiva do dossiê de venda, "a transformação em hotel sempre nos afigurou natural", pela localização do espaço em frente ao mar e pelos jardins que rodeiam a casa. A evolução para hotel fora aprovada pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR).

O projeto "foi desenvolvido numa lógica de articulação" entre a casa principal e o novo edifício", ligados por uma galeria subterrânea. Cada um dos edifícios terá unidades de apoio próprias. A garagem será transformada num Spa.

Segundo o aviso afixado no local que dá conta da atribuição alvará de construção, a obra de "ampliação e alteração" tem uma prazo de execução de 540 dias.

Na Foz a oferta hoteleira é escassa. A faixa marítima não acompanhou o frenesim que alterou a face de várias zonas da cidade, em especial da Baixa. Como dizia a família Moreira no dossiê de venda, "o projeto hoteleiro ocupa uma lacuna na melhor zona da cidade, com vista para o Atlântico".

O palacete encontrava-se no universo da família Moreira desde a sua construção, em 1906. A operação envolveu a venda pela holding da família da sociedade (Morimor Imobiliária) que detinha o ativo.