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Américo Amorim 1934-2017: cronologia de um homem e um grupo

Os irmãos Amorim em 1982. Na altura, António, Américo, Joaquim e José (da esquerda para a direita) partilhavam o capital Corticeira

Reprodução: Rui Duarte Silva

1870 - António Alves Amorim funda a primeira unidade de rolhas de cortiça, no cais de Gaia

1922 – a 2º geração funda a Amorim & irmãos, a primeira grande fábrica de rolhas da família

1934 – Nasce Américo Amorim, o quinto de uma prole de oito.

1944 - Um incêndio destruiu a Amorim& Irmão que empregava na altura 300 operários.

1952 – Américo Ingressa na corticeira da família, depois de terminar o Curso Geral do Comércio

1953 - Com os irmãos José, António, e Joaquim entra na direção da corticeira da família.

1963 - Fundação da Corticeira Amorim

1984 – É o principal impulsionador da fundação do BCP que muda o sistema bancário em Portugal. Três anos antes participara na fundação da SPI que estaria na base do BPI.

1987 – Celebra uma parceria com o conglomerado Accor e diversifica para o turismo. O grupo Suez entre na Amorim-IP. Faz negócios conjuntos com magnates da época como Carlo de Benedetti e Robert Maxwell.
Compra a herdade do Peral, no Alentejo, a Jorge de Mello por 200 mil contos (um milhão de euros).

1988 - Quatro empresas da família, apesar do crash do ano anterior, dispersam o capital em bolsa. O encaixe atingiu os 4,3 milhões. Atualmente, permanece cotada a Corticeira Amorim SGPS com uma capitalização próxima dos 900 milhões.

1989 - Aquisição da Quinta do Mosteiro de Grijó, em Gaia.

1990 – Novo investimento no sistema bancário, com a criação do BNC-Banco Nacional de Crédito Imobiliário que venderia anos depois ao Banco Popular.

1991 - Participa, aliado ao BES, no consórcio fundador da Telecel (que se transformou depois na Vodafone Portugal) que ganhou a licença de segundo operador móvel. A licença custou 15 milhões de euros e a Telecel vendida depois por 100 milhões.

1992 - Fundação da Amorim Imobiliária, tornando-se um dos maiores proprietários de Lisboa e operadores do mercado português.

1995 - Participa no consórcio português que entra na Petrogal. O consórcio venderiam três anos depois à ENI, com avultados lucros.

1999 - Constituição da Holding Natureza SGPS, traduzindo a aposta da família nos negócios agro-industriais como o vinho do Porto.

2003 – A venda do BNC torna Amorim um dos principais acionistas do Banco Popular, uma participação de que se desfez gradualmente.

2005 - Reorganização do universo Amorim com a venda do imobiliário e hotelaria. Criação da Amorim Energia, em parceria com a Sonangol e Isabel dos Santos, que compra um terço da galp Energia. Criação do Banco BIC Angola (o BIC português surgiria em 2008) de que se afastaria em 2014.

2007 – Entrada no negócio dos bem de luxo, com participação no capital da Tom Ford International. Constituição da imobiliária em Angola e Brasil, centrando nestes dois mercados os principais projetos de imobiliário e turismo.

2011 - Participa na criação do Banco Único em Moçambique, reduzindo em 2014 a sua participação (com a Visabeira) para 38% pela entrada do sul-africano Nedbank

2012 - Entrada no capital do Banco Luso Brasileiro. Reforço para 38% da posição da Amorim Energia na Galp.