Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Lisboa vai ser cidade inteligente

Câmaras de videovigilância vão alimentar o sistema com informação em tempo real

FOTO ALBERTO frias

Câmara vai criar Centro de Operações Integrado dos Serviços Municipais para receber e processar informação de 10 sistemas internos (como a Polícia Municipal ou a recolha de resíduos sólidos) e de mais de 30 sistemas externos (como a Proteção Civil e os bombeiros)

João Ramos

João Ramos

Jornalista

A Câmara Municipal de Lisboa vai instalar até novembro um Centro de Operações Integrado dos Serviços Municipais, uma espécie de Big Brother que recebe e processa informação de 10 sistemas internos geridos pela autarquia (por exemplo, Polícia Municipal ou serviço de recolha de resíduos sólidos) e de mais de 30 sistemas externos geridos por vários parceiros do município (por exemplo, Proteção Civil e bombeiros).

Através das imagens recolhidas em tempo real por câmaras de videovigilância, os serviços do município são alertados pelo sistema de forma automática (sem que haja pessoas a visualizar as imagens) para situações tão diversas como veículos incorretamente estacionados na via pública, objetos suspeitos, queda de árvores ou níveis anormais de poluição do ar.

Na prática, o sistema inteligente analisa as imagens e os dados dos sensores e identifica as situações anormais. O objetivo da autarquia presidida por Fernando Medina é “garantir mais segurança e proporcionar melhores serviços aos cidadãos”.

Para pôr de pé este centro de operações, que vai funcionar como uma sala de controlo da cidade, o município lisboeta abriu no ano passado um concurso público, do qual saiu vencedor a NEC Portugal. O montante da adjudicação não foi divulgado.

Inteligência artificial

Este centro de operações baseado na nuvem — Cloud City Operations Center (CCOC) —, que a multinacional japonesa está a instalar na capital portuguesa, vai funcionar com base em tecnologias de inteligência artificial e internet das coisas.

“O objetivo deste sistema é contribuir para a tomada de decisões e a rápida prestação de serviços municipais, no momento em que a população da nossa cidade e o número de turistas aumentam”, refere Jorge Máximo, vereador para o Desporto, Sistemas de Informação e Relação com o Munícipe da Câmara Municipal de Lisboa.

Para acelerar a transformação digital da cidade de Lisboa como um todo, segundo explica João Paulo Fernandes, diretor-geral da NEC Portugal, será feita a “integração conjunta de dados de várias origens: ambiente, entidades externas, aplicações departamentais municipais e dados coletados usando dispositivos e sensores de internet das coisas”. E João Paulo Fernandes sublinha que, numa segunda fase do projeto, os alertas e a tomada de decisões dos responsáveis autárquicos serão feitos com base em software analítico e de inteligência artificial.

Sistemas de cidade inteligente idênticos ao que está a ser implementado em Lisboa já foram instalados pela NEC na cidade espanhola de Santander e na capital da Nova Zelândia, Wellington.

O projeto da capital portuguesa conta com o apoio do centro de competências de smart cities que a multinacional nipónica dispõe em Espanha.

SALA DE COMANDO

Câmaras de videovigilância 
e sensores recolhem informação em tempo real
Centro de Operações Integrado dos Serviços Municipais centraliza e processa os dados recolhidos.

Esta sala de comando da cidade permite aos decisores camarários e às autoridades municipais atuar de forma mais rápida em situações anormais e prestar melhores serviços aos cidadãos.

Software analítico e inteligência artificial permitem antecipar problemas na cidade.