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Estrela e Campo de Ourique lideram valorização das casas em Lisboa

A zona Estrela-Campo de Ourique valorizou-se 12,3%. 
Na zona histórica a valorização é de 8,7%

marcos borga

O eixo Baixa-Chiado está na segunda posição mas tem o metro quadrado mais elevado

A pressão dos preços das casas na zona histórica de Lisboa está a criar focos de atração em outras zonas da capital. Um estudo apresentado esta semana pela consultora Prime Yield na conferência “Real Estate Disrupted”, em Londres, mostra que foi no eixo Estrela-Campo de Ourique que se observou a valorização mais expressiva dos preços médios de oferta entre 2016 e 2017, apesar do metro quadrado se manter o mais elevado no eixo Baixa-Chiado e Avenida da Liberdade.

Assim, diz o estudo “Reabilitação para Uso Residencial em Lisboa — 2017” — que incide sobre uma amostra de 1465 apartamentos integrados em projetos de reabilitação atualmente em fase de comercialização — “a zona Estrela-Campo de Ourique teve uma valorização de 12,3%, com o preço médio de oferta a situar-se em 2017 nos €4958/m2”. Em termos de valorização, seguem-se as Áreas Históricas, com uma subida de 8,7% face a 2016 e o valor médio de oferta a situar-se atualmente nos €6367/m2.

Na zona das Avenidas Novas, os preços médios dos apartamentos reabilitados em oferta subiram cerca de 6,6% entre 2016 e 2017, situando-se nos €5514/m2; enquanto que no eixo Arroios-São Vicente-Penha de França, a subida foi de 4,7% (€4721/m2).

Nelson Rêgo, CEO da Prime Yield, salienta ainda que, além destas variações de preços entre os 5% e os 12% consoante as zonas, há também valorizações consoante o tipo de produto: “São os casos dos apartamentos T0 nas zonas históricas, com uma subida anual de 20%; dos T2 na zona da Estrela-Campo de Ourique (25%) e dos T2 na zona das Avenidas Novas (15%)”.

Este responsável lembrou ainda que as zonas históricas se mantêm como o principal destino de investimento para este tipo de produto, “concentrando em 2017 cerca de 70% da oferta em comercialização na cidade, com as restantes três zonas analisadas a apresentarem, cada uma, pesos em torno dos 10%”. Os preços médios de oferta neste eixo estão 35% a 16% acima das outras zonas da cidade e é esta a zona que apresenta também os apartamentos reabilitados com os preços máximos observados no mercado. Apesar da média de a zona se situar nos €6400/m2, existem alguns apartamentos nas Áreas Históricas onde os valores podem atingir o dobro, situando-se em patamares que rondam os €10.000/m2 a €12.000/m2.

Casas para os ‘ricos’

A partir desta amostra de cerca de 1500 casas em comercialização apurou-se ainda que “mais de metade da oferta em comercialização são apartamentos de tipologia T1 e T2, a maioria são projetos para os segmentos médio-alto e alto e cerca de 65% do stock já estão comercializados.

Como sublinha Nelson Rêgo, “o segmento alto deverá manter-se como o principal foco de investimento de reabilitação para habitação em Lisboa, incentivado por uma procura que se mantém forte quer para a primeira quer para segunda residência, como também para a obtenção de rendimento, colocando o imóvel posteriormente em regime de arrendamento de curta duração”. Os estrangeiros, principalmente chineses, franceses e brasileiros, continuam a ser uma franja muito ativa desta procura, “mas também os portugueses têm vindo a ganhar expressão, num mercado em que a aquisição está a fazer-se cada vez mais durante a fase de projeto”, reforçou ainda o responsável.

Número

4958

euros por metro quadrado 
é o preço médio 
das casas novas no eixo Estrela-Campo de Ourique