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Chile e Argentina: os novos destinos de férias com trabalho

O acordo com o Chile, assinado a 14 de junho, veio estreitar relações diplomáticas

Ricardo Moraes

Há acordos com cinco países para facilitar a mobilidade jovem através de vistos de férias e trabalho

Rute Barbedo

Especialista em marketing digital, Michaël da Silva Paternoster queria tirar um ano para construir o seu projeto pessoal em torno do país pelo qual se apaixonou em 2013: o Japão. Dois anos depois, Portugal assinava um memorando de entendimento com o país do Sol Nascente sobre Instrumentos de Férias com Trabalho, abrindo uma porta para jovens como ele, entre os 18 e os 30 anos, conhecerem uma nova cultura com a ajuda de um rendimento mensal. Há um ano que Michaël vive em Tóquio, de onde dinamiza o portal ‘nipponrama.com’ (que tem mais de 40 mil seguidores) e presta serviços relacionados com a internet.

O Japão foi o terceiro país a permitir a concessão de vistos de férias e trabalho para portugueses (o protocolo também permite o inverso), depois da República da Coreia e da Austrália. Mas as entradas mais recentes são da Argentina e do Chile, no mês passado. A meta central deste programa de mobilidade não é o emprego além-fronteiras em si, mas a experiência. O trabalho remunerado tem o “objetivo de ajudá-los [os participantes] nas despesas da sua estada, aumentar a sua experiência laboral e melhorar o seu conhecimento de idioma, cultura e sociedade do outro Estado”, informa a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas. O número de vagas previsto para cada país varia entre 100 e 200, sendo a Austrália um dos destinos mais procurados.

Porquê estes países?

A opção por estes cinco Estados motiva-se essencialmente pelo “nível de diálogo político e diplomático” com Portugal, mas também pelos “padrões de desenvolvimento”, pelo “interesse cultural dos países” e pelas “realidades socioeconómicas que possam representar uma formação, a todos os níveis, muito abrangente para os jovens envolvidos nestes programas”, explica a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas.

Os vistos são de múltiplas entradas, prevendo uma permanência total de 12 meses, e destinam-se a jovens entre os 18 e os 30 anos com qualificação de nível superior ou que tenham completado pelo menos dois anos de estudos universitários. O acesso ao emprego, no entanto, é “um aspeto circunstancial da estada e não o seu objetivo principal”, pode ler-se no acordo assinado a 12 de junho com a Argentina, em que se explicita que os participantes não deverão trabalhar mais de seis meses no total da estada nem ter um emprego permanente.

O primeiro contacto dos interessados deve ser sempre com o Ministério dos Negócios Estrangeiros do país de origem, sendo que, no caso português, a informação está disponível e atualizada no Portal das Comunidades.

DESTINOS

Coreia do Sul
A 10 de abril de 2014 foi assinado o primeiro protocolo com Portugal para a concessão de vistos de férias e trabalho

Austrália
Desde 24 de novembro de 2014, portugueses e australianos podem ter esta experiência de mobilidade

Japão
Há dois anos, o Japão entrou na lista. Ofertas de emprego AQUI

Chile e Argentina
São, desde junho, os novos destinos. Alargar a lista é um “recurso político sempre em aberto”, assume fonte oficial