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FMI. Incertezas persistem em algumas economias avançadas

GEORG HOCHMUTH/GETTY

“Se não agirmos, estas preocupações poderão constituir uma receita para a crise financeira brutal”, alertou Christine Lagarde

O Fundo Monetário Internacional (FMI) publicou na quarta-feira um relatório económico global no qual refere que apesar de a recuperação económica estar no bom caminho, mantêm-se as incertezas sobre as economias avançadas.

Este documento, tornado público antes da cimeira do G20, na sexta-feira e sábado em Hamburgo, na Alemanha, aponta os "riscos negativos" para a economia global que podem representar "as incertezas políticas nas economias avançadas, as vulnerabilidades do sector financeiro e um agravamento súbito das condições financeiras".

"Se não agirmos, este conjunto de preocupações poderá constituir uma receita para a crise financeira brutal", alertou a diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, num blogue que acompanha o relatório.

No documenro, o FMI indicou estar preocupado com "um desmantelamento do fortalecimento da regulação financeira", implementado após a crise 2008, (...) "tenha consequências negativas para a estabilidade financeira mundial".

Invocando as incógnitas em torno de programas políticos, o FMI notou que embora as eleições de risco tenham passado, nomeadamente na Europa, "um elevado grau de incerteza permanece com as dificuldades, por exemplo, em prever as políticas orçamentais dos Estados Unidos".

Seis meses depois da chegada ao poder, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não conseguiu ainda passar no Congresso as promessas eleitorais de estímulo fiscal, como as reduções de impostos ou despesas de infraestruturas.

Na semana passada, o FMI reviu em baixa as suas previsões de crescimento para a primeira economia mundial face às incógnitas quanto aos seus projetos económicos.

O FMI prevê que o crescimento norte-americano seja de apenas 2,1% este ano e em 2018, depois de em abril ter projetado crescimentos de 2,3% e 2,5%, respetivamente.