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A partir de 2019 Volvo só produzirá carros elétricos e híbridos

O fabricante de carros sueco anunciou que todos os seus veículos terão motorizações eletricas a partir de 2019

A Volvo quer ser o primeiro fabricante de carros a adotar soluções elétricas em todos os seus modelos, passando a fabricar apenas três tipos de veículos daqui a dois anos, todos com soluções de motricidade elétrica.

Assim, produzirá carros com motor exclusivamente elétrico, carros híbridos plug-in - com motorizações mistas, movidas a gasolina e a eletricidade, com baterias carregáveis nas tomadas elétricas - e os híbridos cuja energia é produzida internamente por um pequeno motor a gasolina.

Para o presidente executivo da Volvo, Hakan Samuelsson, esta decisão cria um marco na indústria automóvel, constituíndo o fim dos veículos exclusivamente movidos por motores a combustão.

O responsável da Volvo confirma os objetivos da marca de conseguir vender um milhão de carros elétricos até 2025, para o que contará com o apoio do seu acionista chinês, a Geely, que comprou o fabricante sueco em 2010.

Em Portugal, a Volvo ocupa o 16º lugar no ranking de vendas do mercado automóvel, com um total de 2.496 veículos vendidos de janeiro a junho de 2017, mais 4,3% que as vendas efetuadas em igual período de 2016, segundo a Associação Automóvel de Portugal.

Embora o mercado dos elétricos ainda seja comparativamente pequeno a nível mundial, a concorrência entre fabricantes de carros elétricos já é grande. A norte-americana Tesla vai manter o objetivo de produção que aponta para o fabrico um milhão de carros em 2020, o que valorizou a marca liderada por Elon Musk para cerca de 58 mil milhões de dólares (cerca de 51 mil milhões de euros), ultrapassando o valor da General Motors que vendeu 10 milhões de carros em 2016.

Atualmente a Geely é o único fabricante chinês de automóveis que está a produzir veículos para o mercado dos EUA. À Geely é um dos principais grupos industriais que disputam o mercado automóvel chinês, onde a corrida aos veículos elétricos se transformou num desígnio estratégico para controlar os elevados índices de poluição nas maiores cidades chinesas.

Em 2016 o mercado chinês vendeu 265 mil carros totalmente elétricos, enquanto a Europa se ficou pelos 110 mil.