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“Portugal é um país com bom futuro”

Nuno Botelho

Entre dicas práticas e casos de sucesso de uma região que deixou o seu dinamismo bem vincado, Leiria acolheu o quinto "Encontro Fora da Caixa" organizado pela Caixa Geral de Depósitos e com o apoio do Expresso

José Manuel Félix Ribeiro não tem dúvidas: "Portugal é um país com bom futuro." No final de mais uma apresentação que já é imagem de marca destes "Encontros Fora da Caixa", o economista deixou um voto de confiança para os tempos que se avizinham, sobretudo numa região que, como muito se discutiu, já deu provas em vários campos.

Falamos de Leiria e de uma capital de distrito que foi palco da quinta sessão deste conjunto de conferências, organizado pela Caixa Geral de Depósitos com o apoio do Expresso, e que tem viajado pelo país para juntar empresários e académicos de todos os sectores. Neste caso, as conversas subordinaram-se ao tema "PME's: Diferenciação rumo à competitividade" - com espaço para a gravação de um episódio especial do programa da SIC Notícias, "Negócios da Semana", conduzido pelo diretor adjunto de informação do canal, José Gomes Ferreira, e entre apoios e esforços internos, todas as dimensões de investimento vieram à baila.

Para o presidente da Caixa Geral de Depósitos, Paulo Macedo, um fator que dá bons indicadores para o futuro é a reestruturação que se verificou no crédito, que "mudou muito da habitação para outros campos mais sustentáveis". Apesar de Rui Brogueira, da RESPOL, ter confessado que "nunca" se sentiu "alheado da concessão de crédito", já Manuel Novo da Erofio apontou a mira à burocracia, onde não vê que as coisas "estejam melhores" e continua a ver-se "mais do mesmo". Questões que levam o presidente da NERLEI (Associação Empresarial da Região de Leiria), Jorge Manuel Cordeiro Santos a afirmar que, ainda assim, "são precisos incentivos para haver mais capitais próprios nas empresas."

A região tem-se também apoiado (tal como a maioria do país) no aumento das exportações. "Houve uma resposta muito positiva aos anos da crise", garantiu António Bernardo, da Roland Berguer", enquanto o vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa, Miguel Athayde lembrou os efeitos das "alterações estruturais" por que passámos.

Uma abertura ao exterior que pede às empresas que unam esforços numa ótica de benefício para todos. É o exemplo dos clusters e associações estiveram presentes em quase todas as discussões ao longo da tarde sobre a competitividade nas PME. Como lembrou o presidente do IAPMEI, Jorge Marques dos Santos, "vale muito a pena juntarmo-nos."