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Comprar casa no país que seduziu Madonna: “Portugal oferece o luxo do futuro”

O painel de oradores contou com quatro empresários do sector imobiliário, desta feita para discutir os desafios e oportunidades da área

TIAGO MIRANDA

País está na moda e os protagonistas no sector imobiliário não querem deixar a tendência morrer: as conclusões são da quarta conferência Próximo Nível, organizada pelo Expresso em parceria com o Banco Popular. As sessões voltam a 4 de setembro para debater o tema da saúde

Quando se fala de comprar ou arrendar casa em Portugal, as conversas giram quase sempre à volta dos mesmos temas: a dificuldade de comprar casa nos grandes centros - mas também a vontade de fugir à confusão urbana -, a influência do turismo ou até o percurso que Lisboa e Porto estão a percorrer em direção ao estatuto de cidades da moda, com celebridades como Madonna ou Michael Fassbender a assumirem a preferência pelas cidades portuguesas.

Estes foram alguns dos temas que não ficaram de fora em mais uma sessão das conferências Próximo Nível, a quarta de um total de sete sessões, nesta terça-feira dedicada ao sector imobiliário. O debate de estilo intimista, que decorreu esta terça-feira, foi como habitualmente organizado pelo Expresso em parceria com o Banco Popular e contou com as intervenções de quatro representantes e empresários do sector.

A conversa arrancou, como não poderia deixar de ser, com breves análises à forte afluência de turistas nas cidades portuguesas, sobretudo em Lisboa e no Porto, que mereceu tanto elogios como avisos. Ricardo Sousa, CEO da Century 21, falou de um impacto "extremamente positivo" do turismo – mas também da necessidade de acompanhar a tendência com "políticas de habitação acessível".

"O problema da oferta é nacional, não é só de Lisboa. Há dois anos que a procura está a transitar para as zonas mais periféricas de Lisboa e o número está a "aumentar de forma muito mais rápida que a dos grandes centros", explicou Ricardo Sousa. E não acontece só entre os clientes portugueses: "Estamos a registar uma procura muito mais heterogénea também a nível internacional – o crescimento do Alentejo consolidou-se, novas linhas aéreas para os Açores... Temos de abandonar o 'tudo é Lisboa'".

Para as grandes cidades sugerem-se várias soluções - Pedro Coelho, administrador da Square Asset Management, enfatizou a necessidade de alargar a rede de metro, "para desincentivar o carro e dar alternativas como Londres e Paris, descongestionar Lisboa", exemplificou.

“O público vem ter connosco”

Na procura nem sempre fácil de casa, Clara Moura, fundadora da agência imobiliária Home Hunting, sublinhou as qualidades do online e das agências que oferecem uma vertente mais tecnológica aos clientes: "Se nós estivermos bem no online, facilmente o público vem ter connosco - é uma questão de trabalhar bem o Facebook, o Google... A diferença dos últimos anos tem a ver com a comunicação e a forma como chegamos às pessoas. Os millenials não querem ser incomodados por telefone, já procuraram preços quando vão falar com o agente imobiliário".

Com as novas características de um público que quer um atendimento moderno, os oradores quiseram ainda destacar a importância de fazer das cidades locais "vibrantes", onde mesmo os clientes mais ilustres, como os famosos que procuram residência em Portugal, disfrutem do "luxo do futuro", como lhe chama Eric Van Leuven, managing partner da Cushman & Wakefield: "O luxo que oferecemos às celebridades é poderem passar despercebidas, terem uma vida mais contida".

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