Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Acordo entre mutualistas do Montepio e a Santa Casa abre a porta a mais acionistas da economia social

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e o Montepio Geral Associação Mutualista acordaram a entrada da Santa Casa no capital na Caixa Económica e abriram caminho para a entrada de outras instituições da economia social. Cotações da Caixa Económica disparam em Bolsa

Além da Santa Casa de Misericórdia de Lisboa, há outras instituições da economia social que podem entrar no capital da Caixa Económica Montepio Geral, refere o Memorando de Entendimento firmado entre a Santa Casa e o Montepio Geral Associação Mutualista (MGAM) - que acabou de anunciar o aumento de capital de 250 milhões de euros na sua subsidiária Caixa Económica (CEMG). Esta manhã, a cotação da CEMG disparou 7%, ascendendo aos 0,515 euros por título.

O aumento de capital da CEMG colocou o rácio de referência - o "Common Equity Tier 1" designado por CET1 - num dos níveis mais elevados entre os bancos portugueses, o que, conjugado com a perspetiva de entrada de mais acionistas no capital da Caixa Económica, valorizou a cotação da CEMG.

O aumento de capital na CEMG eleva o seu capital institucional para 2,02 mil milhões de euros, totalmente detidos pela associação mutualista do Montepio. Entretanto, a CEMG aguarda o registo como sociedade anónima.

Em comunicado, a associação mutualista refere que "a presenta operação de reforço de capitais da CEMG reflete a capacidade da MGAM em corresponder aos requisitos e desafios inerentes ao sector e aos mercado financeiros sem recurso a fundos do Estado".

A 8 de junho, o primeiro ministro António Costa, disse que veria com "bons olhos" a entrada na SCML no capital da CEMG. No primeiro trimestre de 2017, a CEMG apresentou um lucro de 11,1 milhões de euros, contra um prejuízo de 19,8 milhões de euros registado no período homólogo do ano passado.