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Regling: “Centeno não discute reestruturação”

Klaus Regling, diretor do Mecanismo Europeu de Estabilidade

Yuya Shino/Reuters

Líder do fundo de resgate europeu diz que Portugal é caso de sucesso. E recusa necessidade de reestruturar dívida

“Portugal é um dos nossos quatro casos de sucesso”, diz o diretor do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), o fundo de resgate da zona euro. O país que saiu há três anos do programa de assistência financeira tem “números muito bons de crescimento”, saiu do Procedimento por Défice Excessivo (PDE) e “isso é tudo positivo”, afirma Klaus Regling. “Tenho a certeza de que as agências de rating vão olhar para isso, tal como os mercados”, adianta ao Expresso, justificando que tal também depende de manter o sector bancário sob controlo e de “como as políticas vão ser daqui para a frente”. Para já não houve ainda qualquer alteração de rating e apenas a Fitch, uma das três principais agências, mudou a perspetiva de ‘Estável’ para ‘Positiva’ abrindo a possibilidade de uma subida numa das próximas revisões. As três agências mantêm Portugal com classificação de ‘lixo’.

Corrigido o défice, Regling defende que é tempo de o Governo usar a folga orçamental para reduzir a dívida. Já reestruturá-la ou pedir um alívio não faz sentido aos olhos do também CEO do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), o primeiro fundo de resgate transitório que participou no programa português em 2011: “Penso que o que leva ao nervosismo dos mercados seria contraproducente. Não vejo necessidade de reestruturar a dívida portuguesa”.

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