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Poupança das famílias colapsa no primeiro trimestre

Nos primeiros três meses de 2017, o consumo excedeu o rendimento disponível em €624 milhões

O que se passa com a poupança dos portugueses? Há um ano, no primeiro trimestre de 2016, a poupança das famílias caiu pela primeira vez para terreno negativo, registando um buraco inédito de €85 milhões nas contas do Instituto Nacional de Estatística (INE). Um ano depois, o problema reapareceu e está sete vezes maior. No primeiro trimestre de 2017, a poupança das famílias voltou a cair para terreno negativo, registando um buraco nunca visto de €624 milhões.

Apesar da política de reposição de rendimentos prosseguida pelo Governo, a verdade é que nunca as famílias tinham registado uma poupança negativa (um “défice”) tão grande entre receitas e despesas como o verificado neste primeiro trimestre de 2017. As receitas das famílias são o dinheiro que têm disponível para gastar ou poupar depois de receberem rendimentos como salários, pensões ou juros e pagarem impostos ou contribuições sociais. Já as despesas das famílias são os gastos correntes, tais como alimentação, vestuário e outros bens não duradouros, as contas da casa, como água, luz, telemóvel e restantes serviços, ou as compras de eletrodomésticos, computadores, automóveis e outros bens duradouros.

Convém notar que esta poupança negativa no primeiro trimestre de 2017 não resulta de uma quebra das receitas, já que o rendimento disponível está a subir, graças à retoma da economia, à subida do emprego, à reposição dos salários dos funcionários públicos e das pensões ou à redução da sobretaxa de IRS.

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