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Mercados emergentes lideram subidas nas bolsas no 1º semestre

O índice para as 23 bolsas emergentes registou ganhos de 17% nos primeiros seis meses do ano. A Zona Euro e a Ásia Pacífico são as duas ‘regiões’ com melhor desempenho. Lisboa entre as quatro praças da zona euro com ganhos acima de 10%

Jorge Nascimento Rodrigues

Apesar de um fraco desempenho em junho, o índice mundial MSCI já subiu 10,25% desde o início do ano, quase o dobro dos ganhos registados no ano passado.

Os mercados emergentes estão a puxar, este ano, pelo índice mundial. O índice MSCI para as 23 bolsas das economias emergentes, onde se incluem os cinco BRICS e quatro bolsas da União Europeia, subiu 17,22% desde início do ano.

Três dos melhores desempenhos no primeiro semestre situam-se nos emergentes: 28,5% para o índice BIST 100 da bolsa de Istambul, 27,98% para o índice geral de Atenas, e 18,1% para o WIG 20 da bolsa de Varsóvia. Na União Europeia, Grécia, Hungria, República Checa e Polónia são considerados mercados emergentes.

A Zona Euro e a Ásia Pacífico são as duas ‘regiões’ com melhor desempenho.

Apesar de registar perdas de 1,4% em junho, o índice MSCI para a área do euro – onde não se inclui a bolsa de Atenas – avançou 14,5% nos primeiros seis meses do ano. Este índice abrange 127 cotadas em 10 bolsas da zona euro, incluindo Lisboa.

O índice MSCI para as 13 principais economias asiáticas – cinco desenvolvidas e oito emergentes – ganhou o mesmo em igual período.

Recorde-se que, no ano passado, as bolsas da zona euro perderam 1,2% e o índice pan-europeu (abrangendo 15 economias desenvolvidas europeias, dentro e fora da União Europeia) registou uma quebra de 3,1%.

Lisboa entre as quatro melhores da zona euro

Na área do euro, as maiores subidas desde início do ano registam-se nas bolsas de Atenas (quase 28%, como já referido), ainda que estando integrada nos mercados emergentes, Viena (índice ATX subiu 18,3%), Madrid (IBEX 35 ganhou 11,7%) e Lisboa (PSI 20 avançou 10,1%).

Na Ásia Pacífico, os melhores desempenhos incluem as bolsas de Seul, Hong Kong e Mumbai, cujos principais índices subiram mais de 16%.

Os mercados fronteira (que não são, ainda, considerados emergentes) registaram desde início do ano um ganho de 12,9% no índice MSCI respetivo. A maior subida à escala mundial verificou-se na bolsa de Buenos Aires, um mercado fronteira, com o índice geral a avançar 29,5%.

As bolsas de Nova Iorque, as duas mais importantes do mundo em capitalização bolsista, registaram um ganho de 8,4%. Apesar de um mês de junho no vermelho para o Nasdaq, o índice das tecnológicas, o seu desempenho semestral está entre os dez índices com maiores subidas. O índice composto do Nasdaq subiu 14% desde início do ano.

O pior desempenho no primeiro semestre regista-se na bolsa de Moscovo, com os dois principais índices a caírem entre 13% (RTSI) e 16% (MICEX).

  • Índice mundial subiu 0,3% em junho, puxado pelas praças da Ásia Pacífico e dos mercados emergentes. Zona euro e índices tecnológicos na Europa e nos EUA com quebras no mês que findou. PSI 20 recuou 3%. Preço do petróleo caiu. Euro valorizou-se