Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Juros caem para Portugal e Grécia e disparam para Alemanha e Malta no 1º semestre

As taxas a 10 anos no mercado secundário para as obrigações portuguesas e gregas foram as únicas que desceram na zona euro nos primeiros seis meses deste ano. Grécia obteve a tranche do resgate e Portugal saiu do Procedimento por Défice Excessivo

Jorge Nascimento Rodrigues

No prazo de referência, a 10 anos, os juros (yields) das Obrigações do Tesouro português caíram 73 pontos base nos primeiros seis meses do ano no mercado secundário da dívida soberana da zona euro, uma redução de 19%. Fecharam 2016 em 3,76% e terminarem o primeiro semestre de 2017 em 3,03%.

Uma descida ainda mais acentuada, naquele prazo de referência, registou-se para os juros das obrigações gregas que desceram 1,5 pontos percentuais, caindo de 7% no final do ano passado para 5,5% seis meses depois, uma redução de 21,5%.

Dois eventos em junho aceleraram aquela trajetória descendente. O acordo no Eurogrupo para o fecho do segundo exame ao terceiro resgate helénico, retirando Atenas do risco de um incumprimento este verão, e a saída de Portugal do Procedimento por Défice Excessivo com o Fundo Monetário Internacional a considerar que o governo de Lisboa conseguirá "confortavelmente" atingir o défice orçamental de 1,5% do PIB este ano..

A evolução no primeiro semestre do custo da dívida portuguesa e grega a 10 anos contrasta com o que se passou nos restantes periféricos do euro e na economia de referência, a Alemanha.

As maiores subidas nos primeiros seis meses de 2017 registaram-se para a Alemanha, entre os países do centro da zona euro, e para Malta e Eslovénia nos periféricos da moeda única, tomando como referência o prazo a 10 anos.

Nos primeiros seis meses, os juros dispararam 124% para os Bunds (designação alemã dos títulos de dívida obrigacionista a 10 anos); subiram de 0,21% no final de 2016 para 0,47% no fecho de junho de 2017. No caso das obrigações de Malta, os juros dispararam 92%, quase duplicando, saltando de 0,73% para 1,4% no mesmo período. Para a Eslovénia, a subida foi de 0,84% para 1,17%, um aumento de 39%, no primeiro semestre.

A subida de juros no prazo de referência foi de 19% para os títulos italianos, 16% para os irlandeses e 12% para os espanhóis.