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“Fisco tem por cobrar €12 milhões de multas da CP”

Manuel Queiró, ex-presidente da CP

Luis Barra

A CP passou de 107 milhões de passageiros em 2013 para 115 milhões em 2016, estimando atingir 122 milhões em 2017, o que corresponderá a um crescimento de 14% e de 15 milhões de passageiros em quatro anos. A fraude aumentou — e as filas nas bilheteiras também

O maior crescimento de passageiros aconteceu nos comboios urbanos de Lisboa. Como evoluiu a fraude?

A fraude é massiva nos comboios urbanos. A Autoridade Tributária — o fisco — passou a fazer a cobrança de multas, mas tem-se recusado a cobrar as multas da CP, cujo montante acumulado já é superior a €12 milhões, relativos a mais de dois anos de infrações. Isto desmoraliza muito o passageiro cumpridor, que paga sempre o bilhete. Há hipótese de a CP voltar a cobrar as multas, e isso seria importante, porque é por aí que se deteta a fraude. Esses €12 milhões davam um breakeven na CP.

Também há um grande número de estações com várias bilheteiras onde só uma ou duas estão abertas, formando filas enormes para comprar títulos de transporte...

As bilheteiras clássicas não dão vazão ao aumento de procura no verão. Os canais de venda da CP estão reduzidos a bilheteiras antiquadas. Há canais de venda na internet, mas o dispositivo informático que existe na CP não permite fazer o net ticket nos comboios urbanos. A CP está a trabalhar para arranjar uma aplicação de telemóvel que dê para comprar também os bilhetes para os comboios urbanos, permitindo que as pessoas passem nas portas de entrada com o telemóvel. Isso eliminaria as filas nestas bilheteiras.

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