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Bolsas. Europa e tecnológicas registaram perdas em junho

Índice mundial subiu 0,3% em junho, puxado pelas praças da Ásia Pacífico e dos mercados emergentes. Zona euro e índices tecnológicos na Europa e nos EUA com quebras no mês que findou. PSI 20 recuou 3%. Preço do petróleo caiu. Euro valorizou-se

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas europeias registaram perdas em junho, enquanto as restantes ‘regiões’ e os mercados emergentes e de fronteira valorizaram nos últimos trinta dias.

O índice mundial MSCI subiu 0,28% em junho, um forte abrandamento dos ganhos em relação ao mês anterior, quando registou um avanço de quase 2%.

A subida da valorização bolsista mundial no mês que findou ficou a dever-se aos ganhos na Ásia Pacífico, de 1,25%, nos mercados emergentes, de 0,54%, e nos Estados Unidos, de 0,48%.

As principais bolsas com quedas mensais mais significativas foram Moscovo, Madrid, Paris, Frankfurt e Buenos Aires, com perdas acima de 3,5%. As que registaram maiores subidas no mês que findou, entre as principais praças, foram as de Riade, Atenas, Xangai e Taipé. No Médio Oriente, face à nova crise do Golfo, a bolsa do Qatar perdeu 8,1% e a de Omã caiu quase 7%.

Lisboa ficou em junho no clube das quedas, tendo o índice PSI 20 recuado 3,09%, depois de ganhos elevados, de 7%, em maio.

Moscovo, Madrid e Paris com quedas mais elevadas

O índice MSCI para a zona euro foi o que mais caiu em junho entre os índices mundiais, registando uma queda de 1,4%. O índice similar pan-europeu perdeu 1,26% no mês que findou. Em maio, aqueles dois índices haviam ganho 3,6% e 4,2% respetivamente. Em junho, o Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas na zona euro) recuou 4,2% e o Eurostoxx 600 perdeu 2,8%.

As maiores quedas mensais na Europa registaram-se para o índice RTSI russo, que caiu 4,3%, para o IBEX 35 espanhol, que desceu 4,23%, e para o CAC 40 francês, que recuou 4,2%. O DAX alemão teve perdas mensais de 3,9%. Outras importantes praças como Londres e Amesterdão registaram descidas mensais ligeiramente superiores a 3%. Milão fechou com um recuo mensal de 1,6%.

Tecnológicas caem na Europa e Estados Unidos

O sector das tecnológicas foi bastante afetado em junho nos dois lados do Atlântico Norte.

Em termos mensais, o índice composto do Nasdaq (bolsa nova-iorquina das tecnológicas) recuou 2,6% e o índice de referência das 600 cotadas tecnológicas na Europa perdeu 4,4%.

Cinco pesos pesados da tecnologia do Eurostoxx 50 registaram perdas superiores ou iguais a 7% em junho: Orange, na liderança, com uma queda de 10,7%, Telefónica (-9,8%), Deutsche Telekom (-9,6%), Nokia (-8,2%) e Siemens (-7%). Nos EUA, as perdas mensais foram de 7,4% para a Apple, 7,1% para a Intel, 6,7% para a Alphabet (Google, afetada seriamente pela multa recorde imposta pela Comissão Europeia em junho), 3,9% para Amazon e Microsoft, 3,8% para a Verizon e 2,1% para a Intel.

O preço do barril de petróleo de Brent desceu 2,6% em junho, tendo fechado na sexta-feira em 48,98 dólares. Apesar de ter registado no final do mês sete sessões consecutivas a subir, a cotação não conseguiu chegar ao patamar dos 50 dólares, em que fechara em maio. O mínimo do ano registou-se a 21 de junho, com o preço a descer para 44,82 dólares.

Euro valorizou-se 1%

Nos mercados cambiais, o euro valorizou-se 1% em junho em relação às divisas dos principais parceiros comerciais da zona euro. A interpretação de algumas declarações de Mario Draghi no Fórum do Banco Central Europeu em Sintra a 27 de junho, como indicando um próximo ‘aperto’ na política monetária na zona euro, provocou uma subida do euro em relação ao dólar de 2,3% em apenas três sessões. O dólar, por seu lado, desvalorizou-se 1,5% em junho em relação às divisas dos principais parceiros comerciais dos EUA. Desde o pico de valorização este ano, em início de março, o dólar já caiu 6,7%.

Apesar de uma valorização súbita da libra face ao euro na semana passada, a moeda britânica recuou 0,4% em junho. A apreciação inesperada da libra entre 28 e 30 de junho foi derivada de uma interpretação dos traders e analistas de uma frase dita em Sintra pelo governador do Banco de Inglaterra, que apontaria em breve para uma redução dos estímulos monetários no Reino Unido, seguindo o trilho da Reserva Federal norte-americana.