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Banqueiros centrais enervam investidores

Mario Draghi sobressaltou os mercados mundiais logo no discurso de abertura do Fórum do BCE em Sintra

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Palavras de Draghi e Carney em Sintra provocaram ondas de choque

Foram precisos quatro anos para Sintra entrar no radar dos mercados financeiros mundiais. Desde 2014 que o Banco Central Europeu (BCE) realiza em Portugal o seu fórum anual, mas só este ano as palavras de Draghi & Companhia fizeram eco a sério nas praças internacionais. Bastaram duas simples palavras de Mario Draghi — “temporário” e “retirada” — na manhã de terça-feira para incendiar a dívida pública da zona euro e lançar a moeda única para o máximo de quase um ano contra o dólar. A Companhia, Mark Carney, governador do Banco de Inglaterra (BoE), seguiu-lhe as pisadas no dia seguinte, provocando um disparo na libra de 0,8% face ao euro em apenas 20 minutos.

A reação dos investidores mostra bem como os nervos estão à flor da pele. No caso do discurso do presidente do BCE, a palavra “temporário” soou demasiado forte aos ouvidos atentos dos analistas e operadores do mercado. O italiano considerou “temporários” os fatores externos (a volatilidade do preço do petróleo) e internos (que condicionam a subida dos salários) que estão a travar uma subida da inflação. Acrescentou que “a ameaça de deflação tinha desaparecido e que as forças reflacionistas estão em campo”. Ou seja, aparentemente deu a entender que poderá acelerar a saída do programa de compra de dívida.

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