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Confiança dos consumidores bate em junho novo máximo de quase 20 anos

Nuno Botelho

Aumento do indicador de confiança dos consumidores prolonga a “trajetória positiva observada desde o início de 2013“ e renova o valor máximo da série iniciada em novembro de 1997, diz o Instituto Nacional de Estatística

A confiança dos consumidores voltou a aumentar em junho para um novo máximo desde novembro de 1997, prolongando "a trajetória positiva" iniciada em 2013, e o clima económico também cresceu para o máximo desde junho de 2002, divulgou o INE.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o indicador de confiança dos consumidores aumentou em junho, "prolongando a trajetória positiva observada desde o início de 2013 e renovando o valor máximo da série iniciada em novembro de 1997".

Da mesma forma, o indicador de clima económico aumentou entre janeiro e junho, atingindo o máximo desde junho de 2002.

Em junho, os indicadores de confiança aumentaram na indústria transformadora, na construção e obras públicas e no comércio, tendo diminuído nos serviços.

De acordo com o INE, a evolução do indicador de confiança dos consumidores no último mês resultou "do contributo positivo" das expectativas relativas à evolução do desemprego, da situação económica do país e da situação financeira do agregado familiar, tendo as expectativas sobre a evolução da poupança contribuído negativamente.

O indicador de confiança da indústria transformadora aumentou em junho, após ter estabilizado no mês anterior, retomando a trajetória positiva iniciada em junho de 2016, com as opiniões sobre a procura global e as perspetivas de produção a contribuírem positivamente para o comportamento do indicador, enquanto as apreciações sobre a evolução dos 'stocks' de produtos acabados apresentaram um contributo negativo.

Quanto ao indicador de confiança da construção e obras públicas, aumentou nos últimos seis meses, atingindo o máximo desde setembro de 2002 e refletindo o contributo positivo das duas componentes, perspetivas de emprego e opiniões sobre a carteira de encomendas.

Em alta esteve também o indicador de confiança do comércio, que aumentou em junho após ter "diminuído ligeiramente" no mês anterior, em resultado do contributo positivo das apreciações sobre o volume de vendas e das opiniões sobre o volume de 'stocks'.

Já o indicador de confiança dos serviços "diminuiu ligeiramente" em junho, depois de ter atingido no mês anterior o máximo desde agosto de 2001, refletindo a evolução negativa das opiniões sobre a evolução da carteira de encomendas e perspetivas sobre a evolução da procura, uma vez que as apreciações sobre a atividade da empresa contribuíram de forma positiva.