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REN vai perder o seu último grande acionista português

Rodrigo Costa é o presidente executivo da REN.

Jose Ventura

A EDP anunciou a venda de 3,5% da REN, o que deixará a gestora das redes energéticas sem acionistas nacionais de referência

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A EDP anunciou esta quarta-feira uma operação para a venda de 3,5% da REN - Redes Energéticas Nacionais, desfazendo-se da totalidade das ações que detinha na empresa presidida por Rodrigo Costa. Na operação não se incluem os 1,5% da REN detidos pelo fundo de pensões da EDP.

Considerando a atual cotação da REN (€2,747 por ação), a posição que a EDP irá vender vale cerca de €51 milhões. O preço a que a elétrica liderada por António Mexia irá vender não foi ainda divulgado.

A alienação, que será coordenada pelo JB Capital Markets, deixará a REN sem acionistas de referência nacionais. Considerando apenas as participações qualificadas (superiores a 2%), a EDP era até agora o último grande acionista nacional da REN, excluindo a Fidelidade, seguradora portuguesa que é maioritariamente detida pela chinesa Fosun e que detém 5,3% da REN.

Atualmente a estrutura acionista da REN é liderada pela State Grid of China, com 25%, seguida da Oman Oil, com 15%. Ambas entraram na privatização de 2012, logo depois de a China Three Gorges tomar 21,35% do capital da EDP que estavam nas mãos do Estado português.

Entre os acionistas de referência da REN estão ainda a espanhola Red Eléctrica (5%), o norte-americano Capital Group (4,8%) e o fundo Greatwest Life Co.

A REN chegou a ter como acionistas nacionais de referência os empresários Manuel Champalimaud e Filipe de Botton, bem como a sociedade Oliren, mas todos se desfizeram das suas participações nos últimos anos.