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Comércio nas principais ruas de Lisboa cresce mas não o suficiente para passar o Porto

Estudo que compara valores de há dez anos com os atuais dá liderança à Rua de Santa Catarina no Porto. Lisboa tem a 2ª e 3ª ruas mais concorridas - mas houve uma troca de ordem

A Rua de Santa Catarina, no Porto, a mais concorrida da Invicta para o comércio de rua, é a artéria com o maior tráfego pedonal do país, com uma média de 4200 pessoas por hora no período de maior tráfego. A conclusão chega no estudo “Comércio de Rua em Lisboa e Porto” da consultora CBRE, que coloca em segundo e terceiro lugar a Rua Augusta e a Rua Garrett, ambas em Lisboa, com uma média de 3600 e 3100 pessoas por hora, respetivamente, no período de maior tráfego.

O turismo tem justificado este número significativo de visitantes em ambas as cidades, com o consequente impacto na abertura de lojas. Mas se em Lisboa existem vários destinos no âmbito do comércio de proximidade para as marcas internacionais abrirem os seus pontos de venda, no Porto é a Rua de Santa Catarina que concentra o maior número de estabelecimentos, como confirma Cristina Arouca, diretora de departamento de Pesquisa e Consultoria da CBRE. “No Porto, as lojas de moda e acessórios de insígnias internacionais encontram-se concentradas predominantemente na Rua de Santa Catarina, ao contrário da capital portuguesa, onde as marcas internacionais estão presentes em maior escala em três localizações — Baixa, Chiado e Avenida da Liberdade — e que se pode traduzir numa maior dispersão do tráfego pedonal.” Nesta rua da Invicta, a renda prime (a melhor localização) já atingiu os €60/m2 /mês.

Tendo já realizado este tipo de análise no passado, a CBRE registou algumas diferenças observadas relativamente ao que acontecia há dez anos. A Rua de Santa Catarina manteve a liderança que já tinha em 2007 e regista agora um aumento de aproximadamente 20%. Já em Lisboa, a Rua Augusta destronou a Rua Garrett no segundo lugar e registou também um crescimento significativo (45%) face à contagem efetuada na década passada.

Com outro tipo de lojas, mais direcionadas para o mercado de luxo, a Avenida da Liberdade registou um fluxo menor, com uma média de 1600 pessoas por hora, mas ainda assim o maior acréscimo em relação ao ano de 2007 (cerca de 80%). Nesta avenida, onde o metro quadrado situa-se nos 100€/m2/mês, abriram mais de 70 lojas na última década, refere o estudo.