Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Saídas de ‘lixo’ com mais PIB e menos dívida pública

A saída de ‘lixo’ é a próxima etapa para Centeno e Costa

José Caria

Desde a crise financeira, seis economias europeias conseguiram regressar à notação de investimento

Ninguém gosta de ser chamado ‘lixo’. Nem mesmo se for apenas jargão financeiro para dívida de alto risco. Até porque, ofensas à parte, tem consequências práticas no financiamento do Estado e no acesso a potenciais investidores com regras mais apertadas. Por isso, um dos grandes objetivos do Governo é conseguir subir o rating que, nas três maiores agências (Standard & Poor’s, Moody’s e Fitch), está abaixo do patamar mínimo de investimento. Depois da mudança de perspetiva da Fitch, de “estável” para “positivo”, as fichas estão todas apostadas numa melhoria a acontecer no início de 2018. Portugal quer, em breve, juntar-se ao clube de países europeus que conseguiram escapar à classificação de ‘lixo’ depois de terem caído nesta situação na sequência da crise financeira. Foram apenas seis países a conseguir este ‘feito’: Islândia (2011), Letónia (2012), Irlanda e Roménia (2014), Eslovénia (2015) e Hungria (2016). Fora da Europa, embora com realidades e níveis de desenvolvimento diferentes, também o Uruguai (2012) e a Indonésia (2017) conseguiram fazê-lo.

É um processo que leva tempo e que implica que os países tenham condições para o fazer. Quais são? As agências nunca o dizem de forma explícita e quantificada. Mas têm essencialmente que ver com as perspetivas existentes para os indicadores relevantes para a sustentabilidade da dívida: rácio dívida/PIB, saldos orçamentais (os vários disponíveis), taxas de juro (yields), contas externas ou crescimento económico. E há também outras questões relacionadas com o sector financeiro e também expectativas sobre as políticas dos governos. Em qualquer caso, não há números ‘mágicos’. Mas uma viagem pelos dados das seis economias europeias que conseguiram dar o salto permite ter uma ideia do que exigem normalmente as agências.

Leia mais na edição deste fim de semana