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Portugal “precisa de avançar” no malparado

“Há interpretações diferentes sobre o Fundo Monetário Europeu”, diz Dombrovskis

Vincent Kessler/Reuters

Comissão prepara plano europeu e espera mandato político dos ministros das Finanças em julho

A 14 de maio, Valdis Dombrovskis recebeu um e-mail de Mário Centeno. Numa estratégia que serviu também para convencer a Comissão Europeia a tirar Portugal do Procedimento por Défice Excessivo, o ministro das Finanças enumerava as ideias e as medidas em curso para lidar com o crédito malparado. Na missiva enviada também ao comissário Pierre Moscovici, Centeno dava ainda conta de que “o Governo está aberto a conceder uma garantia de Estado em condições de mercado” a uma sociedade de gestão de ativos que seja “viável” e aceite pela Direção-Geral da Concorrência.

Sobre os contactos entre Bruxelas e Lisboa para a criação de um ‘banco mau’, o vice-presidente da Comissão para o euro confirma que “essas conversas com o Governo português estão a decorrer”, mas não adianta pormenores, justificando que o Plano de Ação da Comissão para lidar com o malparado “não está finalizado”. Em entrevista ao Expresso, Dombrovskis escusou-se também a comentar se as propostas e o trabalho do Governo para lidar com o ativos pouco rentáveis dos balanços bancários são para já suficientes, notando que Portugal “não é o único país a enfrentar altos níveis de crédito malparado”. Ainda assim, insiste que o trabalho do Governo “precisa realmente de avançar”, tal como é repetido nas últimas recomendações económicas ao país.

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