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Pais do Amaral reestrutura dívida

Com participações em dezenas de empresas, Pais do Amaral enfrentou na AHS dificuldades em cumprir o serviço da dívida bancária e recorreu a um administrador judicial

Clara Azevedo

A holding AHS, dona da Quinta de Pancas, avançou com um processo de revitalização para gerir passivo de €70 milhões

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A AHS Investimentos SGPS, empresa através da qual Miguel Pais do Amaral controla uma parte da sua carteira de ativos, decidiu avançar com um processo especial de revitalização (PER), que deu entrada em tribunal, em Lisboa, no dia 27 de maio. Segundo apurou o Expresso, o processo está relacionado com uma operação de reestruturação do passivo bancário daquele veículo de investimentos de Pais do Amaral.

A AHS é uma sociedade criada em 2004 e que, até ao ano passado, era detida, a partir de Malta, pelo Quifel International Group Limited, entretanto extinto. A empresa portuguesa, que tem a sua sede em Lisboa, somava no final de 2015 um ativo de €118 milhões e um passivo de €98,5 milhões, com os capitais próprios a ascender a €19,5 milhões. Sendo positiva a situação patrimonial deste veículo, o que justificou o PER?

Segundo as fontes ouvidas pelo Expresso, o processo de revitalização surge para selar um acordo prévio entre Pais do Amaral e um conjunto de sete bancos credores da AHS Investimentos, acordo esse que foi firmado no final de 2016 e que prevê uma extensão do prazo de pagamento das dívidas bancárias da empresa em 10 anos, envolvendo um montante de cerca de €70 milhões.

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