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Mais casas para os estrangeiros

O projeto “Houses of Portugal” vai chegar ao Reino Unido, França, Brasil e Dubai

JOSÉ CARLOS CARVALHO

Meio milhão de euros vão financiar ações de promoção do imobiliário português. Estrangeiros representam 23% da venda de casas

Já foi o tempo em que a ideia de Portugal como destino residencial perfeito se circunscrevia ao Algarve e junto do mercado britânico. Atualmente, a ‘descoberta’ do país junto de vários mercados externos, com interesses muito abrangentes de norte a sul, é uma realidade que pode ser aproveitada e potenciada.

Para o fazer de uma forma concertada, duas entidades — a Associação Portuguesa dos Materiais de Construção (APCMC) e a Associação Portuguesa de Empresas de Mediação Imobiliária em Portugal (APEMIP) — uniram esforços e lançaram o projeto “Houses of Portugal, Value & Style” para promover o imobiliário nacional além-fronteiras.

O “Houses of Portugal” foi apresentado esta semana no Porto como uma iniciativa que vai estar em vigor até maio de 2019, assente num financiamento comunitário de meio milhão de euros através do Compete2020 e que vai divulgar o imobiliário em quatro mercados muito específicos, como explica Luís Lima, presidente da APEMIP: “Vamos reforçar ações promocionais em três mercados que já conhecemos bem: o brasileiro, cada vez mais próximo de nós; o inglês, tradicionalmente um dos nossos melhores mercados; e o francês, o que tem maior potencial. A estes três juntámos um quarto — o Dubai — porque já percebemos que o mercado árabe está também disponível para Portugal”.

Já no ano passado o número de casas vendidas (a nacionais e estrangeiros) recuperava valores muito próximos de 2010. Foram transacionadas 127.106 casas, mais 18,5% que no ano anterior e muito próximo do registado há sete anos, quando foram negociadas 129.950 habitações.

O investimento estrangeiro representou em 2016 cerca de 23% das transações efetuadas, com Lisboa, Porto e a região do Algarve a disputarem a atenção (e a bolsa) dos investidores. Números da APEMIP referentes ao ano passado davam conta que os franceses eram os estrangeiros que mais estavam a investir em imóveis em Portugal (25%), seguindo-se os ingleses (19%), os brasileiros (10%), os suíços e os chineses, que caíram para quinto lugar.