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Augusto Mateus vende consultora à EY

A equipa de Augusto Mateus passará a trabalhar dentro do universo EY, liderado por João Alves

António Bernardo

Equipa de 16 pessoas transita para a multinacional mas mantém-se como unidade de negócios à parte

Não podiam ser mais diferentes, mas é por isso que são tão complementares e se vão ‘casar’, a partir de 1 de julho. Uma é boutique e local, outra é global. Uma tem 16 trabalhadores a tempo inteiro e fatura anualmente entre €1,5 milhões e €2 milhões; outra conta com 1000 empregados e em 2016 ultrapassou os €90 milhões de volume de negócio em Portugal. Uma chama-se Augusto Mateus & Associados (AM&A); a outra tem nome mais curto, EY, as siglas da Ernst & Young, uma das big four mundiais. A primeira, a pequena consultora fundada pelo economista que lhe deu nome depois da sua saída, em 1997, do primeiro Governo de António Guterres, aceitou, ao fim de dois anos de ‘namoro’, entrar no universo da multinacional. Os valores desta operação de aquisição não são conhecidos, mas as duas partes dizem-se felizes com a fusão.

A equipa da AM&A transita, a partir do próximo mês, para o edifício da EY Portugal, na Avenida da República, em Lisboa, adotando o estilo de trabalho das multinacionais, em espaço aberto. São tempos de mudança, “necessária para a renovação de qualquer empresa”, nota Augusto Mateus. Mas a equipa manterá a sua autonomia: “Esta fusão criará um departamento autónomo, uma nova unidade de negócios dentro da EY. Uma marca não esbate outra, reforça-a”, explica João Alves, à frente da EY Portugal, especializada em auditoria e em assessoria fiscal, de fusões e aquisições e de gestão. A nova unidade já tem nome: EY — AM&A.

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