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Casamento ‘forçado’ Popular/Totta obriga a sangria nas agências

A maior parte das agências bancárias 
sobrepõe-se: um dos casos mais flagrantes está no Montijo, em que os balcões estão lado a lado

Alberto Frias

Sobreposição da rede vai impor uma dieta profunda. Fusão avança em setembro

António Vieira Monteiro, presidente do Santander Totta, já se podia ter reformado, mas ficou mais um mandato para absorver o Banif. Agora, terá de absorver mais um banco, desta vez o compatriota espanhol Popular em Portugal. Um cenário que não esperava e que herda da compra do Popular pela sua casa-mãe. Querendo ou não, vai ter de o digerir. E manter a operação portuguesa rentável, tal como já habituou a sede em Espanha.

Mas não será fácil no espaço de menos de dois anos ‘engolir’ dois bancos com problemas sem prejudicar as contas. Dificuldades que alguns apelidam de um mal menor. “Se o grupo Santander não tivesse comprado Banif e Popular, no dia seguinte estes dois bancos não teriam aberto as portas. E as consequências, tanto em Portugal como em Espanha, seriam devastadoras”, refere uma fonte do mercado.

O Santander Totta está à espera que as autoridades europeias autorizem a operação do Santander sobre o Popular para começar a trabalhar na integração em Portugal, disse fonte do banco ao Expresso. Aliás, apesar da operação de compra do Popular pelo Santander por um euro e a injeção no mínimo de 7 mil milhões de euros de capital ter sido aplaudida na Europa, subsistem dúvidas quanto à inclusão do Popular no Santander. Fonte ligada aos mercados internacionais salienta que a operação ainda terá de ser avaliada em termos de concorrência, “não só em Espanha mas também em Portugal, embora Bruxelas acredite que a solução para os bancos em Portugal passe pela consolidação com grandes bancos internacionais”.

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