Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Juros da dívida sem ateração depois de saída de Portugal do PDE

Os juros das Obrigações do Tesouro a 10 anos no mercado secundário não sofreram alteração depois da oficialização esta sexta-feira pelo Ecofin da saída do país do procedimento de défice excessivo (PDE). Juros em alta na zona euro, com exceção da Grécia. Espanha lidera subidas

Jorge Nascimento Rodrigues

Os juros (yields) da dívida portuguesa a 10 anos não sofreram alteração depois da oficialização esta sexta-feira pelo Ecofin da saída de Portugal do procedimento por défice excessivo (PDE).

Os juros das Obrigações do Tesouro naquele prazo de referência estão a subir ligeiramente desde a abertura da sessão desta sexta-feira, situando-se, pelas 12h (hora de Portugal), em 2,89%, um ponto base acima do fecho do dia anterior, e quatro pontos mais do que Portugal pagou no leilão daquela linha obrigacionista na quarta-feira passada.

A saída de Portugal do PDE era esperada pelos mercados financeiros e, juntamente com as boas notícias da frente económica interna e a confirmação da continuação do programa de compra de dívida pelo Banco Central Europeu (BCE), permitiu uma descida dos juros abaixo de 3%, desde o início desta semana.

A agência Fitch deverá esta sexta-feira, já depois do fecho dos mercados financeiros na Europa, comunicar a sua decisão sobre o rating de Portugal, que se tem mantido em nível especulativo, vulgo 'lixo financeiro'.

Esta sexta-feira o movimento é de subida das yields no mercado da dívida soberana da zona euro. Espanha destaca-se com um aumento de seis pontos base dos juros nas obrigações a 10 anos, que subiram para 1,48%.

Em sentido contrário, os juros das obrigações gregas reestruturadas, naquele prazo de referência, desceram esta sexta-feira 22 pontos base, caindo para 5,67% pelas 12 horas, um nível próximo dos juros registados no verão de 2014. O acordo conseguido ontem no Eurogrupo para o desembolso da tranche de €8,5 mil milhões a Atenas teve um efeito positivo no mercado da dívida helénica, ainda que não se saiba quando o Tesouro grego regressará a emissões obrigacionistas e se o BCE ira incluir a dívida do país no programa de aquisição de ativos.