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Maior participação das mulheres na força de de trabalho pode somar 5,3 mil milhões de euros ao PIB

Relatório “Perspetivas Mundiais do Emprego e da Economia Social - Tendências para as mulheres 2017”, da Organização Internacional do Trabalho, estima que reduzir em 25% o diferencial entre a participação de homens e mulheres na força de trabalho levaria a um aumento do PIB português em 2%, considerando paridades de poder de compra

Em Portugal, a taxa de participação das mulheres na força de trabalho é de 53,3%, ficando abaixo da dos homens, que chega aos 63,7%. Um diferencial de 10,4 pontos percentuais, com custos significativos para a economia, conclui a Organização Internacional do Trabalho (OIT), no relatório "Perspetivas Mundiais do Emprego e da Economia Social - Tendências para as mulheres 2017”, publicado esta quarta-feira.

A estimativa da OIT é que uma redução deste diferencial entre homens e mulheres na participação na força de trabalho em 25% até 2025, geraria um adicional de 2% no Produto Interno Bruto (PIB) português, considerando paridades de poder de compra. Ou seja, somaria ao PIB cerca de seis mil milhões de dólares (cerca de 5,3 mil milhões de euros), mais uma vez considerando paridades de poder de compra.

A explicação é simples: um aumento da participação das mulheres significa um incremento na força de trabalho total, gerando maior produção, mais salários na economia - com um aumento dos rendimentos das mulheres - e, também, mais impostos para os cofres públicos.

Em termos mundiais, a OIT estima que a participação dos homens na força de trabalho atinja os 76,1%, enquanto a das mulheres fica apenas nos 49,4%. Ou seja, menos de metade das mulheres no planeta participam no mercado de trabalho, podendo aceder a empregos pagos. O diferencial é de 26,7 pontos percentuais.

Ora, reduzir este diferencial em 25% até 2025 - um compromisso assumido em 2014 pelos líderes mundiais na cimeira do G20 - levaria a um aumento da força de trabalho mundial em 203,9 milhões de pessoas. Já o PIB mundial teria um empurrão de 3,9%, ou seja, 5,8 biliões de dólares (cerca de 5,2 biliões de euros) considerando paridades do poder de compra.

O Norte de África, os Estados Árabes e o Sul da Ásia veriam os maiores benefícios desta evolução, já que "nestas regiões os diferenciais nas taxas de participação de homens e mulheres excedem os 50 pontos percentuais", destaca a OIT.