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Subidas de rating de Portugal "a 12-24 meses de distância" - Barclays

Portugal é um caso de sucesso na zona euro, diz o Barclays, que estima que a economia portuguesa cresça 2,9% em termos homólogos em 2017. Uma subida de ratings da República só são esperados dentro de um a dois anos, refere numa análise.

"Uma mão cheia de motivos para estar otimista" é o mote dado pelo Barclays numa análise sobre Portugal divulgada esta quarta-feira que estima um crescimento de 2,9% da economia portuguesa em 2017 e uma subida de ratings de dívida da República para daqui a um ou dois anos.

Segundo os economistas do Barclays nesta análise, intitulada 'Portugal tem talento', o governo minoritário apoiado por partidos de esquerda tem-se mostrado resiliente, o sector da banca está recapitalizado e a performance orçamental em 2016 ultrapassou as metas da Comissão Europeia. Portugal fechou o ano passado com um défice de 2% do Produto Interno Bruto (PIB), o que levou a uma recomendação para que o país saia do Procedimento por Défice Excessivo.

"A atividade económica portuguesa tem consistentemente surpreendido pela positiva", refere a análise, que sublinha que a procura interna, sobretudo o consumo privado, tem sido o principal motor do crescimento da economia.

Quanto a uma eventual melhoria nos ratings de dívida soberana do país, o Barclays estima que poderá estar "a 12-24 meses de distância", ou seja, a dívida portuguesa só seria elegível para integrar importantes índices de dívida soberana em 2019 e teria de haver uma subida de rating por pelo menos duas das grandes agências de notação financeira.

Atualmente, Portugal tem um rating acima de 'lixo' atribuído pela pequena agência canadiana DBRS enquanto as três grandes - Standard & Poor's, Moody's e Fitch - mantêm o país abaixo do nível de investimento de qualidade. Assim, apenas o rating da DBRS permite a Portugal ser elegível para compras de dívida por parte do BCE.

Destaca ainda que a esperada redução futura de compra de dívida soberana por parte do Banco Central Europeu deverá ser "comparativamente menos prejudicial para Portugal do que para outros países periféricos europeus".

Em termos de riscos, o Barclays aponta um eventual falhanço na venda do Novo Banco, uma crise no governo após as eleições autárquicas, após o verão, que poderia implicar um impedimento na aprovação do Orçamento do Estado para 2018. Outro risco é uma menor confiança nos mercados.