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Mota-Engil: contrato em Moçambique tem impacto de 25 cêntimos na cotação

O cálculo é da Caixa BI: a nova empreitada em Moçambique justifica uma subida de 25 cêntimos na cotação da Mota-Engil. Na sessão desta quarta-feira, a construtora ganha 8% (18 cêntimos)

A Mota-Engil é a cotada que mais sobe (8%) na sessão de bolsa desta quarta-feira, um dia depois de ter anunciado dois novos contratos em África. Um deles (2,4 mil milhões de dólares – 2,15 mil milhões de euros) em consórcio com um conglomerado chinês para construção de uma via férrea de 50 quilómetros e um porto de mar em Moçambique. O financiamento do projeto não está ainda fechado, mas o grupo da família Mota acredita que a ligação à China viabilize a operação.

Na sua análise diária, a Caixa - Banco de Investimento aponta para "um potencial impacto" de 0,25 euros por ação na avaliação da Mota-Engil. A casa de investimentos nota que "o contrato agora anunciado já tinha sido mencionado pela Mota-Engil " mas a assinatura representa "um importante passo rumo à sua execução".

Um novo cliente

Quanto ao contrato de mineração na Guiná-Conacri, a relevância, segundo a Caixa BI, está no cliente envolvido - uma subsidiária da AngloGold Ashanti Limited, uma empresa sul-africana que é uma referência na mineração de ouro - e não tanto pelo montante em jogo (40 milhões de euros anuais ao longo de quatro anos) . A adjudicação pode ser o início de uma bela amizade entre os dois conglomerados e gerar novos negócios para a Mota-Engil.

A Caixa BI aponta um crescimento anual de 7% das receitas da Mota-Engil em África até 2020.

Na sessão desta quarta-feira, as ações da Mota-Engil ganham 18 cêntimos, uma subida fulgurante de 8% (ontem valorizara 3%). A cotação a meio da sessão (2,6 euros) supera o preço apontado pela Caixa BI (2,2 euros)