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Construção residencial em forte alta no primeiro trimestre

Segundo o INE, o número de edifícios licenciados aumentou 28% e os edifícios concluídos 16%

A construção residencial dá sinais de recuperação. O número de edifícios licenciados e concluídos registaram uma acentuada subida nos primeiros três meses de 2017.

Segundo os dados divulgados esta quarta-feira pelo INE relativos ao primeiro trimestre, os edifícios licenciados registaram um crescimento homólogo de 28%, reforçando a tendência que se registara já no último trimestre de 2016 (+17,0%). Até ao fim de março, foram licenciados 4,9 mil edifícios.

Este desempenho combina a evolução favorável no segmento da construção nova (mais 35%) e da reabilitação (17,3%).

Todas as regiões registaram variações homólogas positivas. A subida mais forte foi registada em Lisboa (68,8%) e a mais fraca no Algarve (6,1%).

Lisboa lidera nos edifícios concluídos

Quanto ao número de edifícios concluídos, o crescimento é mais moderado (16%), mas traduz uma progressão mais acentuada face ao desempenho do último trimestre de 2016 (1,6%). No total, foram concluídos 2,9 mil edifícios.

Na construção nova, a subida homóloga é de 18%, batendo o segmento da reabilitação (10%).

Todas as regiões registaram uma subida, mas Lisboa volta a destacar-se com uma subida homóloga de 66%. A Madeira foi a segunda região que mais cresceu, com uma subida homóloga de 31%.

Recuperação iniciada em 2016

Ao longo de de 2016 tinham sido licenciados 16,6 mil edifícios (mais 11% face a 2015) e concluídos 10,3 mil, uma redução (6,6%) face a 2015, apesar do último trimestre já ter registado uma variação homóloga positiva.

No caso do licenciamento, 2016 interrompeu uma série de 10 anos em queda - face a 2007 a redução está nos 63%. Comparando com 2007, o número de edifícios concluídos em 2016 traduz uma redução de 76%.

Indicadores favoráveis

Estes dados do INE reforçam o otimismo na indústria da construção que tem beneficiado de outros indicadores favoráveis. Na mais recente análise de conjuntura (maio 2017), a FEPICOP - Federação Portuguesa da Indústria de Construção e Obras Públicas registava sinais animadores do lado do emprego e do investimento.

No emprego, o sector registou no primeiro trimestre uma subida de 5,6%, o melhor desta década, e a criação líquida de 23 mil postos de trabalho. Voltou a superar a cifra dos 300 mil (303,7 mil). A taxa de desemprego está nos 10,1%, o valor mais baixo desde 2011.

A FEPICOP reconhece o dinamismo do mercado imobiliário como o principal motor da recuperação mas regista uma evolução favorável no mercado das obras públicas, com um crescimento homólogo em valor, até ao fim de abril, de 69% nos novos concursos e 77% nos contratos assinados. Até ao fim de abril, o consumo de cimento cresceu 15,2% e a produção global da indústria 2,6%.

De acordo com as Contas Nacionais Trimestrais do INE, o investimento em Construção cresceu 8,5% face ao mesmo período de 2016. O Investimento na fileira da construção representa 50,5% do investimento total da economia.