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Lacerda Machado na TAP: “Não tenho vergonha. Tenho imenso orgulho”

Marcos Borga

O amigo de António Costa que vai integrar o conselho de administração da companhia aérea em representação do Estado, conforme o Expresso confirmou no sábado, reage à polémica da sua nomeação

No sábado passado, o Expresso deu conta dos nomes de três dos seis elementos que o Estado indicou para o conselho de administração da TAP: Miguel Frasquilho, ex-presidente da AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, como chairman da companhia; e Ana Pinho, presidente do conselho de administração da Fundação de Serralves e administradora da Oporto British School, e Diogo Lacerda Machado para os cargos de vogais.

Logo nesse dia, e reagindo à nomeação deste último, o líder do PSD, Passos Coelho, disse que era “uma pouca-vergonha” o Governo nomear para administrador da TAP “o mesmo homem que andou a negociar a reversão” da privatização da transportadora.

Esta segunda-feira, em declarações ao Expresso, Diogo Lacerda Machado responde às acusações de Passos: “Eu não sou agente político no ativo, por isso nunca responderei ao ex-primeiro-ministro. Não posso fazer comentários àquilo que diz e entende” Pedro Passos Coelho. Porém, “como a última coisa que disse – “fica tão mal a quem nomeia como a quem aceita" – se dirige a mim, digo apenas que não tenho vergonha. Tenho imenso orgulho naquilo que ajudei a fazer. Foi com sentido de serviço público”. E explica: “Os factos mostram que foi possível reconfigurar a privatização da TAP para um modelo em que os privados investem o mesmo, mas ficam com 45% do capital da empresa, em vez de 61%”.

Para Lacerda Machado, “é o mesmo sentido de serviço público que me levou a aceitar e, suponho, que a ser convidado”.

Este domingo, Luís Marques Mendes, no seu habitual espaço de comentário semanal no “Jornal da Noite” da SIC, adiantou os nomes de Esmeralda Dourado, administradora da SAG, Bernardo Trindade, ex-secretário de Estado do Turismo, e António Gomes de Menezes, ex-presidente da companhia aérea SATA, para administradores não-executivos da TAP indicados pelo Estado.

Marques Mendes defendeu que a nomeação de Lacerda Machado não representa um conflito de interesses, mas admite que a escolha não passa “uma boa imagem”e que fica a ideia de que se trata de ”um prémio por ter ajudado o Governo noutros dossiês.”

Sublinhe-se que estas nomeações recaem a meio do atual mandato, que termina no final deste ano.