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A 'segunda-feira negra' das tecnológicas

A descida das ações das tecnológicas nos EUA contagiou o índice europeu para o setor. A dúvida agora é se esta queda é apenas temporária.

Picasa

As fortes descidas no setor tecnológico nos EUA alastraram esta segunda-feira à Europa a Ásia. O setor tem levado Wall Street a bater recordes em 2017. O índice das tecnológicas na Europa já esteve a cair mais de 4%

Alastrou à Europa e à Ásia a forte queda registada nas tecnológicas cotadas nos Estados Unidos levando os índices acionistas para terreno negativo esta segunda-feira.

Na Europa, o índice Stoxx 600 para as tecnológicas desliza 3,95% (16H15) e prepara-se para ter o pior dia desde o Brexit, segundo dados da Thomson Reuters. Nos EUA o índice S&P 500 para o setor recua 0,9%.

A Apple, a empresa cotada mais valiosa do mundo, perde 2,6% para 144,98 dólares. A fabricante do iPhone sofreu uma forte queda na sessão de sexta-feira.

A onda de vendas que atinge o setor está a castigar os fornecedores da Apple, com a AMS, a STMicro e a Dialogv a cair mais de 4%.

O Nasdaq cai 0,9%, o Dow Jones e o S&P 500 perdem 0,2%.

O europeu Stoxx 600 recua 0,95% e, em Lisboa, o PSI-20 perde 0,7%.

O setor das techs tem ajudado as Bolsas a subir este ano. O Nasdaq fechou num recorde na passada quinta-feira. Desde o início do ano, o índice S&P 500 para as techs soma mais de 18% registando o seu melhor ano desde 2014.

A dúvida é se estas descidas no setor serão apenas uma correção temporária ou uma queda que veio para ficar.

"Apesar da forte descida nas ações de teconologia, estão em geral menos sobrevalorizadas do que antes do rebentar da bolha das dotcom na viragem do século", refere John Higgins, economista-chefe de mercados da Capital Economics.

"Se estivermos certos, é improvável que o mercado acionista colapse em resultado da queda das ações tecnológicas", afirma numa análise divulgada esta terça-feira.

A Capital Economics antevê que a correção dos mercados acionistas ocorra em 2019. "Suspeitamos que a próxima grande correção no mercado acionista vai ocorrer em resposta a um crescente receio de recessão. Prevemos que esta correção ocorra em 2019, quando uma política mais restritiva da Reserva Fedral deverá ter efeitos e os estímulos orçamentais terão terminado", diz o mesmo especialista.