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Bolsa de Londres abre a ganhar 1%

Ainda sem os resultados eleitorais finais conhecidos, o principal índice bolsista da City abre esta sexta-feira em terreno positivo, depois de perdas de 0,38% no dia anterior

Jorge Nascimento Rodrigues

O principal índice bolsista de Londres, o FTSE 100, abriu em alta esta sexta-feira, ainda antes de serem conhecidos os resultados finais das eleições antecipadas realizadas na quinta-feira.

O FTSE 100 - que abarca as 100 maiores cotadas, sobretudo multinacionais - regista ganhos de 1% na abertura da sessão, quando ainda faltam apurar os últimos quatro lugares para a Câmara dos Comuns. No dia anterior, aquele índice bolsista fechou a perder 0,38%.

O índice global da bolsa londrina, abarcando todas as cotadas, abriu também em alta. Mas o índice FTSE 250 iniciou a sessão no vermelho. Este índice abrange as cotadas nas posições 101 a 350 e é basicamente formado por empresas viradas para o mercado doméstico. A revista The Economist sublinha que as principais cotadas, do índice FTSE 100, tendem a ganhar com a depreciação da libra.

A BBC avançou esta sexta-feira que a chefe de governo Theresa May, apesar da perda de maioria absoluta para o seu Partido Conservador, não pretende apresentar demissão e que irá procurar a partir de 19 de junho, quando a nova legislatura abrir, formar um governo minoritário com apoio parlamentar. A data de 19 de junho estava agendada como início das negociações do Brexit com Bruxelas.

Os analistas políticos apontam para a possibilidade de May negociar o apoio parlamentar do Partido Unionista Democrático da Irlanda do Norte, pró-Brexit, procurando obter uma maioria absoluta a favor do novo governo. A maioria absoluta poderá ser inferior a 326 deputados, se a representação do Sinn Féin continuar a boicotar a presença na Câmara dos Comuns. Negociações entre Conservadores e Unionistas têm decorrido ao longo da noite.

O Partido Trabalhista, com as projeções a apontarem para uma subida significativa na representação parlamentar, já considerou uma maioria de Conservadores e Unionistas como "coligação de caos" e o ministro das Finanças 'sombra' John McDonnell afirmou esta sexta-feira que Jeremy Corbyn, o líder trabalhista, está "pronto a formar governo". Contudo, se as projeções se confirmarem nos resultados finais, o somatório dos deputados trabalhistas, nacionalistas escoceses, liberais e verdes é inferior à própria representação parlamentar dos conservadores.

A revista The Economist apontava para a incerteza política que vai dominar a vida política britânica, com a necessidade de reabrir a orientação sobre a negociação do Brexit e a possibilidade de novas eleições antecipadas.

  • Ainda sem resultados finais das eleições britânicas de quinta feira, a libra caiu para 1,1299 euros pelas 7h50 desta sexta-feira. Uma queda de 2,2% em relação ao último câmbio de quinta-feira anterior à divulgação da primeira projeção de resultados apontando para a perda de maioria absoluta por Theresa May