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Bolsas. Europa em alta, mas Milão, Lisboa e Londres no vermelho

A maioria das praças financeiras europeias abriu esta quinta-feira com ganhos, depois de três sessões em queda. Principal índice da bolsa londrina está abaixo da linha de água. PSI 20, em Lisboa, regista perdas e MIB em Milão também. Sessão europeia marcada pelas eleições britânicas e reunião do BCE

Jorge Nascimento Rodrigues

A maioria das bolsas europeias abriu esta quinta-feira em terreno positivo, depois de três sessões no vermelho. O índice MSCI para a zona euro acumulou perdas de 1,1% até à abertura de hoje.

Os índice Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas na zona euro) e Eurostoxx 600 (seiscentas cotadas em 17 países europeus) estavam a registar ganhos pelas 8h30 (hora de Portugal). Praças financeiras importantes como Amesterdão, Frankfurt, Madrid e Paris estavam claramente em terreno positivo.

Desalinhadas da tendência na União Europeia, encontram-se as bolsas de Milão, Lisboa e Londres. Pelas 8h30, o MIB em Milão perdia 0,18%, o PSI 20, em Lisboa, caía 0,29% e o FTSE 100 em Londres estava abaixo da linha de água, revelando grandes oscilações. Os dois principais índices de Moscovo estão, também, em terreno negativo.

Esta quinta-feira é marcada na Europa pela divulgação das decisões de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) que está reunido, desde ontem, em Tallinn, na Estónia, e pelas eleições legislativas antecipadas no Reino Unido.

As bolsas asiáticas fecharam esta quinta-feira 'mistas'. Tóquio fechou no vermelho, com o Nikkei 225 a recuar 0,26%, mas as restantes principais praças registaram ganhos. Os investidores nipónicos sofreram um choque depois do crescimento do primeiro trimestre do ano ter sido revisto em baixa, de uma estimativa preliminar de 2,2% para 1%, sinalizando uma desaceleração em relação aos últimos três meses de 2016.

No Médio Oriente, marcado por uma nova crise geopolítica no Golfo, o índice da bolsa de Doha no Qatar - o país visado pela suspensão de relações diplomáticas na segunda-feira imposta por cinco vizinhos, liderados pela Arábia Saudita, com apoio dos EUA - abriu em alta, depois de três sessões em que perdeu 10,23%.

A situação é 'mista' na região. O principal índice bolsista, o Tadawul de Riade, está em queda. As bolsas do Kuwait e do Omã estão, também, no vermelho, enquanto os índices gerais em Telavive, Dubai e Bahrein estão em terreno positivo.

À espera de Mario Draghi

Os analistas inclinam-se para mexidas na análise macroeconómica da zona euro pelos técnicos do BCE, com revisões em alta das previsões anuais da taxa de crescimento e em baixa da inflação (que se tem revelado errática nos primeiros cinco meses do ano).

O consenso dos especialistas aponta para alterações na linguagem de comunicação do BCE, nomeadamente a admissão de que os riscos estão, agora, "equilibrados" na zona euro. Mas não são esperados sinais de alteração da política monetária expansionista. O foco do dia estará centrado na conferência de imprensa de Mario Draghi, o presidente do BCE, pelas 13h30 (hora de Portugal).

As urnas no Reino Unido só fecharão pelas 22 horas locais (mesma hora em Portugal), muito depois do fecho da sessão europeia.