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Misterioso desaparecimento de documentos de obrigacionistas do Banif limita resposta da CMVM

TIAGO PETINGA/LUSA

Presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários esclarece que a resposta do regulador é limitada pela ausência de Informação

A presidente da CMVM reconheceu esta quarta-feira no Parlamento que até agora não encontrou nenhuma prova de que tenha sido dada Informação insuficiente aos clientes do Banif que compraram obrigações do banco. Uma reposta que Gabriela Dias admite estar limitada pelo desaparecimento de dossiês com informação sobre os investimentos dos obrigacionistas.

"Se houve má fé (por parte do Banif) a CMVM não sabe, mas em sede da sua atuação o que deve averiguar é se houve incumprimento das regras. E a CMVM com os elementos que tem não tem evidência de que tenha havido más práticas ou violação das regras", disse Gabriela Dias, aos deputados numa audiência destinada a esclarecer a situação dos lesados do Banif. A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) tem mil reclamações de obrigacionistas do Banif.

A presidente da CMVM esclareceu no entanto que a resposta do regulador é limitada pela ausência de Informação. Parte dos dossiês com informação sobre os investimentos dos obrigacionistas do Banif - banco resolvido e vendido ao Santander - desapareceram, ninguém sabe onde estão. Só com acesso a eles se pode saber se as regras de prestação de informação completa e verdadeira, é reconhecido pelos clientes, foi dada pelo banco.

O Banif não sabe onde estão os documentos, e o Santander diz que não os encontra. A CMVM já questionou o Fundo de Resolução, entidade sob o controlo do Banco de Portugal, mas este ainda não esclareceu o regulador.