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Comissão Europeia aprova compra do Banco Popular

“A resolução do Banco Popular espanhol foi aprovada ao abrigo das normas de recuperação e resolução bancárias acordadas no âmbito da união bancária após a crise”, informou a Comissão Europeia

A Comissão Europeia (CE) aprovou esta quarta-feira a compra do Banco Popular por parte do Banco Santander, em linha com as normas comunitárias de recuperação e resolução de entidades bancárias.

“A resolução do Banco Popular espanhol foi aprovada ao abrigo das normas de recuperação e resolução bancárias acordadas no âmbito da união bancária após a crise”, informou a CE em comunicado, referindo-se à operação anunciada esta quarta-feira em Espanha.

Tal “implica a venda do Banco Popular espanhol ao Banco Santander, uma instituição financeira sólida”, sublinhou a Comissão Europeia, indicando que os clientes do Popular vão continuar a receber serviços “sem alterar a economia”.

O Banco Santander anunciou esta terça-feira em Madrid a aquisição de 100% de Banco Popular por um euro, depois de o Banco Central Europeu ter constatado a inviabilidade da instituição de forma independente, uma operação que o torna no maior banco em Espanha.

Em comunicados separados, o Fundo de Reestruturação Ordenada Bancária (FROB) e o próprio Santander indicaram que a compra ocorre depois de um processo competitivo de venda organizado “no quadro de uma medida de resolução”, adotado pelo Conselho Único de Resolução europeu e executado pelo FROB.

Com esta decisão garante-se “a segurança dos depositantes do Banco Popular e a ausência de impacto para as finanças públicas” espanholas, indicaram.

Como parte da operação, o Santander tem previsto realizar um aumento de capital de aproximadamente 7.000 milhões de euros, “que cobrirá o capital e as provisões necessárias para reforçar o balanço do Banco Popular”, segundo um comunicado enviado à Comissão Nacional de Mercado de Valores (CNMV).

A transação, com efeitos imediatos, tem lugar depois de o Banco Popular, cujas contas estão sobrecarregadas por ativos imobiliários, ter perdido em bolsa mais de 50% do seu valor nos últimos dias e “sofrido uma significativa deterioração na sua posição de liquidez”, segundo explica o Banco Central Europeu (BCE).

Na terça-feira, o Banco Popular registou a oitava sessão consecutiva de perdas na Bolsa de Madrid, que levaram a uma redução de mais de mil milhões de euros na sua capitalização bolsista, que ficou reduzida a 1.330 milhões de euros, a mais baixa de todo o IBEX 35.
Com essa descida, as ações do banco ficaram em 0,317 euros, em mínimos históricos.