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Bolsas da zona euro perderam 1% em dois dias. Hoje devem sair do vermelho

Depois de um início da semana com quedas, as bolsas da zona euro estão a negociar esta quarta-feira em terreno positivo, com exceção de Madrid. PSI 20, de Lisboa, registou na terça-feira a terceira maior subida à escala mundial

Jorge Nascimento Rodrigues

A final da manhã desta quarta-feira apenas a bolsa de Madrid se mantém em terreno negativo entre as principais praças financeira da zona euro. Depois de dois dias no vermelho, com o índice MSCI respetivo a cair 1% em termos acumulados, as bolsas da zona euro estão a registar ganhos, com exceção de Madrid. Depois de alguma hesitação inicial no índice Dax de Frankfurt, a principal bolsa da zona euro regista uma subida de 0,27% pelas 11 horas (hora de Portugal).

Em Lisboa a trajetória continua a ser de subida, ainda que em desaceleração. Na terça-feira, o índice PSI 20 avançou 0,78%, a terceira maior subida à escala mundial, depois dos ganhos de 1,2% do índice WIG 20 de Varsóvia e de 0,81% no iBovespa de São Paulo. Pelas 11 horas desta quarta-feira, o índice português subia ligeiramente 0,09%. Depois de um avanço na primeira hora, o PSI 20 entrou em trajetória descendente, mas a evolução continua a registar oscilações. A bolsa de Lisboa está a ser marcada pela queda das ações do Montepio, que acumula uma quebra de quase 28% desde o início de maio.

Apesar da compra de última hora do Banco Popular pelo Santander simbolicamente por um euro, evitando a resolução daquele banco, o índice Ibex 35 de Madrid continua marcado por quedas de mais de 1% de três bancos espanhóis, incluindo o Santander, que está a perder 1,95%, liderando as descidas. Com esta operação de concentração, o Santander transformou-se no maior banco ibérico.

As praças da Ásia Pacífico fecharam ‘mistas’ esta quarta-feira. Seul e Hong Kong registaram perdas e Tóquio ficou ligeiramente abaixo da linha de água. As duas bolsas chinesas de Xangai e Shenzhen continuam a liderar subidas, fechando com ganhos de 1,23% e 2,19% respetivamente. O corte de rating da dívida chinesa pela Moody’s parece continuar a não ter impacto nas bolsas locais. O índice MSCI para as bolsas chinesas regista um ganho de 1,3% desde início de junho.

Bolsa do Qatar já perdeu mais de 10%

No Médio Oriente, o impacto do isolamento do Qatar continua a repercutir-se nas bolsas locais. O índice geral para a bolsa do Qatar está a cair mais de 1% esta quarta-feira e acumula perdas de mais de 10% desde segunda-feira, quando foi iniciada a decisão de suspensão das relações diplomáticas por cinco dos seus vizinhos.

Nas restantes principais bolsas da zona, a situação é 'mista'. O Kuwait fechou em terreno positivo e o Egito está a negociar em terreno positivo. O índice Tadawul, de Riade, estava ligeiramente acima da linha de água. No vermelho, já fecharam as bolsas dos Emirados Árabes Unidos, do Bahrein e de Omã. A bolsa de Telavive, a segunda mais importante da região, depois da de Riade, negociava ligeiramente abaixo da linha de água.

O presidente Trump assumiu na terça-feira um apoio explícito ao isolamento do Qatar, considerando a nova crise do Golfo como um resultado da sua recente visita à região.

Algumas bolsas da zona euro poderão ser vítimas indiretas desta nova crise no Médio Oriente. O Qatar dispõe de um importante Fundo com posições em empresas importantes. O jornal financeiro alemão Handelsblatt sublinha esta quarta-feira que o fundo detém 17% da Volkswagen, 8% do Deutsche Bank e 3% da Siemens, pesos pesados germânicos.

As bolsas mundiais perderam na terça-feira 0,28% e acumulam uma queda de 0,41% nas duas primeiras sessões desta semana. A maior descida acumulada pertence ao índice para as bolsas da zona euro, com um recuo de 1% na segunda e terça-feira. As bolsas de Nova Iorque perderam 0,43% nas duas primeiras sessões. Os mercados emergentes registaram um ganho ligeiro de 0,08%. A Ásia Pacífico está ligeiramente abaixo da linha de água.

  • “A resolução do Banco Popular espanhol foi aprovada ao abrigo das normas de recuperação e resolução bancárias acordadas no âmbito da união bancária após a crise”, informou a Comissão Europeia