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Bolsas perdem €90 mil milhões no dia em que rebentou nova crise no Golfo

A Zona Euro liderou as descidas na segunda-feira com perdas de 0,54%. PSI 20 registou terceira maior queda na Europa. Derrocada na bolsa do Qatar. Ásia abre terça-feira no vermelho

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas mundiais perderam na segunda-feira 100 mil milhões de dólares, cerca de €90 mil milhões, com a descida de 0,13% do índice mundial MSCI.

A Zona Euro liderou as quedas com um recuo de 0,54% do índice MSCI respetivo, mas a bolsa de Frankfurt esteve fechada. Nova Iorque caiu 0,14%, com o índice S&P 500 a descer 0,10% e o Nasdaq a perder 0,16%. A região da Ásia Pacífico, apesar de quedas em Sydney, Xangai, Hong Kong e Seul, fechou acima da linha de água, com um avanço ligeiro de 0,06% do índice MSCI respetivo. Mas esta terça-feira, Tóquio, Sydney, Taipé e Xangai abriram no vermelho.

Na Europa, Varsóvia, Milão, Lisboa e Paris lideraram as quedas da sessão. O MIB italiano caiu quase 1%. O PSI 20, em Lisboa, registou a terceira maior descida, perdendo 0,74%, com o Montepio a perder 4,3% e a Energias de Portugal (EDP) a cair 2,25%. Paris viu o índice Cac 40 recuar 0,66%. Amesterdão, Londres, Madrid e Moscovo fecharam no vermelho. Em Madrid fez-se sentir a derrocada em bolsa do Banco Popular, que perdeu 18,6% esta segunda-feira, acumulando uma queda de valorização de quase 64% nas últimas sete sessões.

A súbita crise do Golfo desencadeada esta segunda-feira com a suspensão de relações diplomáticas e corte de ligações marítimas e aéreas com o Qatar por parte de cinco vizinhos provocou uma derrocada na bolsa do visado, com o índice em Doha a descer 7,27%. As principais bolsas da região fecharam ‘mistas’, com os índices da Arábia Saudita, Egito e Emirados Árabes Unidos a fecharem em terreno positivo e os índices de Israel, Qatar, Kuwait, Bahrein e Omã a encerrarem no vermelho. As quatro principais bolsas da região são as de Riade (Arábia Saudita), Telavive (Israel), Doha (Qatar) e Abu Dhabi (EAU). O Qatar dispõe de um muito importante Fundo Soberano com investimentos globais, é o maior produtor de gás liquefeito e baseia o centro de comando da Força Aérea dos Estados Unidos para a região.

Na América Latina, os índices Merval em Buenos Aires e iBovespa em São Paulo fecharam com quedas.