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Novo estudo sobre dívida recebe apoios de peso

Teodora Cardoso e Luís Campos e Cunha entre os que aplaudem um estudo 'alternativo' sobre dívida pública da Plataforma para o Crescimento Sustentável divulgado esta segunda-feira.

Um novo estudo sobre dívida pública que afasta uma reestruturação, angariou hoje fortes apoiantes. Teodora Cardoso, presidente do Conselho das Finanças Públicas, teceu elogios ao estudo da Plataforma para o Crescimento Sustentável (PCS) frisando que tem "vários aspectos positivos".

A PCS é presidida pelo social-democrata Jorge Moreira da Silva e está próxima do PSD. O estudo "Que caminhos para a dívida pública portuguesa?" defende a sustentabilidade e propõe medidas para melhorar a situação. Portugal tem um rácio de dívida pública face ao Produto Interno Bruto de cerca de 130%.

Participando numa conferência de apresentação do estudo, Teodora Cardoso sublinhou que, para que Portugal possa me melhorar a sua situação em termos de dívida, há que implementar mudanças em termos de processo orçamental e desenvolvimento económico.

Uma das alterações que sugere é uma alteração no processo orçamental que deveria passar a ser plurianual, o que traria mais estabilidade e daria "mais confiança aos investidores".Melhorar a situação "exige mudanças de natureza institucional à cabeça e um grande consenso político no sentido de as realizar".

Defendeu que o problema de Portugal foi ter tido "financiamento a mais" que foi usado para financiar setores com exposição ao mercado interno. Na primeira crise, a factura para o país foi elevada, tendo ainda Portugal ficado com um défice externo.

O antigo ministro das Finanças Luís Campos e Cunha lançou fortes críticas à ideia de uma reestruturação da dívida envolvendo opções de não reembolso. E apontou que Portugal tem espaço para reduzir os juros, incluindo através de rollover, adiando o prazo de reembolso.

O antigo presidente do IGCP-Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública, João Moreira Rato, alertou para a questão da gestão do risco da dívida, já que Portugal está muito vulnerável caso haja uma nova crise.