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Valor da reforma disponível online até março

Os fatos digitais e luminosos foram uma das atrações da conferência do Fujitsu World Tour — pela primeira vez em Portugal —, cujo tema central de debate era a transformação digital da sociedade e da economia

José Caria

Além do simulador, a Segurança Social quer acompanhar os bebés desde o nascimento. Novidades reveladas na Fujitsu World Tour

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

Os portugueses vão ficar a saber, já durante o primeiro trimestre de 2018 e através da internet, quanto é que vão receber de reforma, mesmo que a peçam antecipadamente. Esta será uma das funcionalidades do novo simulador de pensões que a Segurança Social está a preparar e que vai substituir o atual, que “tem várias limitações”, disse ao Expresso a presidente do Conselho Diretivo do Instituto de Informática da Segurança Social, Paula Salgado. “A partir do primeiro trimestre de 2018 basta ir ao site da Segurança Social Direta e entrar com a password, como se faz hoje. Mas depois vai ser possível ver quando é que se pode reformar, quanto vai receber e que penalizações tem se se quiser reformar antes da idade”, explicou a mesma responsável, adiantando que há ainda mais novidades.

“Vamos também ter um novo sistema online para pedir as pensões, mas neste caso só no final do próximo ano. Ou seja, vai ser possível ir ao mesmo site da Segurança Social Direta e fazer tudo lá, sem ter de ir fisicamente aos centros regionais da Segurança Social”, contou Paula Salgado. Contudo, esses centros regionais terão de se manter e não há o risco de redução de pessoal, porque “haverá sempre pessoas, mais da zona do interior ou infoexcluídas, para quem se mantém o atendimento tradicional”, revelou durante a sua intervenção na conferência Fujitsu World Tour dedicada ao tema da transformação digital da economia e das empresas, à qual o Expresso se associou.

Tal como a Segurança Social, também outras empresas, como EDP, CTT, Fidelidade, CGD, CP ou NOS, têm estado a digitalizar os seus negócios e, principalmente, os serviços e a relação com os clientes (ver caixas). Também elas estiveram representadas nesta conferência da Fujitsu para debater o impacto da transformação digital e para apresentar algumas das inovações que têm estado a desenvolver. As ambições são grandes, até porque a transformação digital de uma empresa não passa apenas por criar aplicações ou meios de pagamento digitais. “Ser digital requer uma transformação de toda a organização”, disse um dos responsáveis da Fujitsu na Europa, David Leen, outro dos intervenientes nesta conferência, a sétima de uma digressão que passa por 22 países em todo o mundo. Uma opinião partilhada por Paula Salgado. “A tecnologia é um facilitador, mas tem de haver um novo alinhamento organizacional”, comentou.

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