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“Não queremos que a Europa se torne uma colónia”

Mario Monti, Ex-primeiro-ministro italiano, economista e professor

LUCILIA MONTEIRO

A vitória de Macron foi crucial e pode assinalar o regresso do motor franco-alemão na Europa. Com Trump, o continente tem de começar a trabalhar na sua defesa, para não ficar dependente de ditadores. O ex-primeiro-ministro “tecnocrata” italiano (2011-2013) e atual senador vitalício veio a Portugal a convite da Associação Comercial do Porto.

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

Emmanuele Macron foi eleito Presidente em França, a Europa suspirou de alívio. Ele pode ter um papel na Europa?
Não será fácil, mas ele tem as qualidades, incluindo a idade, para o fazer e durante muitos anos, se for suficientemente capaz. A Alemanha só estava à espera do momento em que a França voltasse a uma posição mais saudável, com mais otimismo e vontade de ocupar a sua posição central. Talvez agora este país volte a impulsionar a construção europeia em conjunto com a Alemanha.

E com Macron será possível?
É possível e creio que é mesmo provável que aconteça. Macron tem a ideia de ultrapassar as distinções que ele considera um pouco obsoletas entre esquerda e direita, quer trabalhar relativamente ao défice e às reformas estruturais e fala consistentemente em favor da Europa. Fazer isto exige-lhe coragem e grande habilidade.

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