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Como a Cimpor perdeu 93% do valor em cinco anos

Já foi uma das mais valiosas empresas do mercado de capitais português.Passou para as mãos da brasileira Camargo Corrêa e em breve sairá de bolsa

Tiago Miranda

Brasileira Carmago Corrêa quer tirar cimenteira de bolsa, há acionistas a pedir explicações

Quase o dobro da dívida, um volume de negócios cerca de €400 milhões mais baixo, uma maior concentração geográfica do risco e um prejuízo de €785,9 milhões, é este o balanço da Cimpor cinco anos depois de ter sido adquirida pela brasileira Camargo Corrêa. E já começou a contagem decrescente para a Assembleia Geral Extraordinária que, a 21 de junho, irá votar a saída da cimenteira da Bolsa de Lisboa — através de um pedido perda de qualidade de sociedade aberta —, comunicado ao mercado a 26 de maio.

É um ponto final numa história iniciada em 1994, com o processo de privatização, e a transformação uma década e meio mais tarde na nona maior cimenteira do mundo. A Cimpor foi uma estrela da praça financeira portuguesa e uma das suas empresas mais valiosas. Hoje tem uma capitalização bolsista de €235 milhões, 15 vezes inferior à que tinha na altura em que a Camargo a comprou — o valor de mercado era então de cerca de €3,6 mil milhões. A Camargo justifica a saída com a elevada concentração de capital (só estão dispersas 4,9% das ações), a evolução negativa das operações industriais no Brasil, a deterioração dos capitais próprios, o crescimento da dívida e a falta de condições para o aumento de capital no curto prazo.

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