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Bolsas. Semana de máximo histórico para o índice mundial

Lisboa entre as sete melhores da semana. Milão, a pior na zona euro. Moscovo, São Paulo e as duas bolsas da China no vermelho

Jorge Nascimento Rodrigues

O PSI 20 da bolsa de Lisboa registou ganhos de 1,74% durante a semana, colocando-o entre as sete maiores subidas, lideradas pelo índice da bolsa nigeriana, que avançou quase 8%. Desde o início do ano, o principal índice de Lisboa já registou ganhos de 13,6%, abaixo da média para a zona euro (17,6%), mas acima da média mundial (11,26%).

O facto da semana assinalado pelos analistas é o recorde atingido pelo índice mundial. As bolsas mundiais registaram um ganho de 1,05% esta semana e atingiram no fecho de sexta-feira um máximo histórico, fechando em 469,36 pontos, segundo o índice MSCI ACWI para 46 praças em todo o mundo. Desde início do ano, este índice já subiu 11,26%. O ano de 2017 está a ser um ano ainda melhor para os mercados acionistas, depois de uma recuperação de 5,6% em 2016, que se seguiu a uma quebra de mais de 4% em 2015.

Ásia Pacífico lidera ganhos

A semana saldou-se por ganhos em todos os principais índices de referência mundial, com exceção dos mercados emergentes que registaram uma perda de 0,19%, segundo o índice MSCI respetivo. Os mercados que mais subiram durante a semana foram, no conjunto, os da Ásia Pacífico, com o índice MSCI respetivo a registar um avanço de 1,7%. O índice Nikkei 225, da bolsa de Tóquio, registou a segunda maior subida à escala global, com ganhos de 2,5%.

Seguiram-se os índices dos mercados de fronteira (que ainda não são considerados emergentes) com uma subida de 1,3% e da zona euro com ganhos de 1,2%. O índice pan-europeu subiu 1%, tal como o relativo às bolsas de Nova Iorque.

As bolsas com melhor desempenho semanal foram as da Nigéria (com o índice global a subir 7,9%), Tóquio (com o Nikkei 225 a avançar 2,5%), Copenhaga (2,3%), Budapeste (2,3%), Frankfurt (DAX a subir 1,75%), Lisboa (PSI 20 a avançar 1,74%) e Buenos Aires (1,7%), segundo dados da Investing.com.

Os piores desempenhos semanais nas grandes praças mundiais verificaram-se em Moscovo (queda de 2,57%), São Paulo (com o iBovespa a recuar 2,5%), Milão (com o MIB a perder 1,3% e o índice para o sector bancário a cair 4,3%), e Shenzhen (a descer 0,65%) e Xangai (a cair 0,15%), as duas bolsas chinesas. Desde início do ano, as bolsas de Moscovo e de Shenzhen registam quedas e a de Xangai está ligeiramente acima da linha de água.

O melhor desempenho nos BRIC regista-se na bolsa indiana de Mumbai com ganhos de 17,5% desde início do ano. O Ibovespa de São Paulo ainda se mantém em terreno positivo, se avaliado desde final de 2016.

Rússia (preço do barril de petróleo Brent caiu quatro sessões consecutivas esta semana, e fechou em 50 dólares), Brasil (crise política aguda), Itália (crise bancária e possibilidade de eleições antecipadas no outono com resultado incerto) e China (sobreendividamento do sector privado não financeiro em mais de 200% do PIB e sector bancário 'sombra', dois aspetos salientados pela Moody's no corte de rating a que procedeu em 24 de maio, o primeiro em quase 30 anos) estão, atualmente, no radar dos investidores.

Deutsche Bank e Banco Popular em destaque

Na Zona euro, as maiores quedas semanais no índice Eurostoxx 50 (que abrange as cinquenta principais cotadas) verificaram-se em quatro bancos - Deutsche Bank, BNP Paribas, Société Générale e BBVA - e na Deutsche Telecom.

O banco alemão liderou as quedas, com um recuo de 5,5% esta semana. Nos últimos trinta dias já caiu 9%. As sessões com perdas mais elevadas registaram-se a 17 e 31 de maio.

Em Madrid, a semana ficou marcada pela derrocada em bolsa do Banco Popular, com a valorização a cair 38,2%. Foi a maior queda semanal nas cotadas no índice Ibex 35. O banco arrisca-se a ser candidato a uma resolução.